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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Retrocesso

Onde já se viu chamar esse retrocesso de evolução? Essa alienação de desenvolvimento? Essa inércia de aperfeiçoamento? Pelo significado que conheço de evolução,e pela lógica, seria essa a ordem, crescer, desenvolver e aperfeiçoar-se. 
Mas o que fez o homem ao sair da caverna? Encontrou um caminho de mão dupla.
Cresceu. Descobriu o fogo. Inventou a roda. Aprendeu a plantar, a fiar e a erigir edificações. Criou engenhocas mecânicas, cada vez mais complexas. O motor. A bomba. O automóvel. O telefone. O avião. O rádio. A televisão. Inventou a música, a pintura, a escultura, a arquitetura. Criou os esportes e se deixou fanatizar por alguns deles, matando ou morrendo por seu clube favorito. Lançou foguetes ao espaço. Clonou animal.  Inventou máquinas sofisticadíssimas de assassinatos em massa, extirpou espécies e mais espécies de animais e vegetais (que um dia lhe farão muita falta) e elabora, com extremo cinismo, "estilosas", mas abstratas, justificativas para o injustificável: as guerras! Usou a modernidade para seus disfarces primitivos, trocando as cavernas  por mansões, habitando as superpopulosas e violentas cidades. Se comunica em tempo real com o outro lado do planeta. Cogita, acredita e busca a vida eterna. EVOLUIU...
 E agora o quê fazer? Bem, está numa via de mão dupla, então... hora de voltar à Pré-história. 
A Pré-história da irracionalidade humana, de seus sentimentos ,de sua selvageria animal. Hora de regressar aos seus instintos traiçoeiros, sujeito a morrer a qualquer instante e lugar.
Hora de retroceder... retrocede-se, porque passou tempo demais em suas criações e esqueceu-se que é criatura. O homem esqueceu-se de si mesmo, e é incapaz de compreender o significado da vida.
Des(prefixo infeliz)aprendeu a amar, a cativar, a cuidar... perdeu, vendeu, trocou sua essência por meras aparências. 
Seu coração que tantas coisas boas caberia, cedeu lugar ao ódio, mesquinhez, ganância, violência... Qual será o futuro? Pais matam suas crias por avareza, uns matam seus semelhantes por míseras coisas, guerras sangrentas por causa do poder, cada um por si e o egoísmo predomina. Será possível indagação sobre futuro quando mal se vive o presente? Falar do porvir quando milhões de pessoas tem seus sonhos despedaçados, suas vidas  deturpadas, quando quase não resta esperança daqueles que não pediram pra vir ao mundo, mas que por alguma razão que desconhecem não é possível sair dele ainda? Resta o quê? ACREDITAR. Eis a irmã gêmea da esperança, brotando um fiozinho verde em corações amargos e cinzentos. 
 Acreditar quando tudo diz que não. Acreditar quando tudo parecer perdido. Acreditar que o ódio não pode superar o amor. Acreditar que o bem é maior que todo o mal. Acreditar e acreditar que ele é criatura e que precisa do Criador.
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Todos os dias, logo cedo dou uma piscadinha para Deus e peço: Tomara que as nossas vontades coincidam. E se não coincidirem, que a Sua prevaleça.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hoje acordei como se no mundo não houvesse problemas, acordei com o desejo de ser feliz, com a vontade desenfreada de viver "o hoje" sem lançar âncoras para amanhã, tampouco remoer ou lamentar os insucessos de ontem. Me pergunto: Leveza ou apatia?
Não estou sendo indiferente com as dores do outros, não estou sendo apática com as tragédias do mundo. Só não quero mais carregar uma dor que não é minha, só não quero me sentir culpada não tendo culpa nenhuma.
Leveza das coisas comuns, uma serenidade que não cabe mais em mim. "Discretamente feliz"!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E nessa ciranda chamada vida,
cada dia um aprendizado.
Quem tu hoje estendes a mão,
amanhã te lança ao chão.
Mas uma coisa é certa, 
de todas as habilidades da terra 
a melhor são as voltas que ela dá.
Quem hoje te pisa,
amanhã podes precisar de ti.
E, se precisar não negues ajuda
Os gestos de humildade 
revelam a grandeza de quem a carrega
e humildade só tem quem possui amor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

É muita tecnologia pra poucos neurônios

Estou pensando seriamente em "vazar" das redes sociais. Motivo: vergonha alheia.
É cada absurdo que somos "obrigados"a ler. Diante de tantas boboseiras que tive o desprazer de ler em perfis alheios, me pus a imaginar qual será a contribuição literária dessa geração, que faz tão pouco caso da arte das palavras, menosprezam a escrita feita pela alma, deleitando-se em textos rídiculos repletos de promiscuidade, sem comentar o assassinato em série feito à gramática.
Certamente Mário, Oswald, Clarice, Jorge, Augusto, Alencar  e cia ltd, que deixaram tanta arte estampada em palavras, dever-se-iam  revirar em seus túmulos se soubessem de tais atrocidades.
Eu devo aceitar o fato de que a vida tem tempestades. E devo me lembrar que Jesus não abandona meu barco, e acalma a todas elas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A vida é cheia de perguntas que mal sei responder, perguntas que me transporta a um passado inocente, onde minhas perguntas, meus medos, meus desejos eram tão bobos, nada parecido com os anseios, angústias e questionamentos que hoje tenho.
Hoje, queria que por apenas algum instante, alguém dissesse que eu não preciso me preocupar, que nada é tão difícil como parece ser... que lá fora ainda há cor... que a chuva tá passando, que o sol logo vai brilhar... hoje só queria um abraço que me protegesse de tudo, inclusive de mim mesma.

O Principezinho e a Flor

Um dos livros mais lindos que já li, um trecho que gosto especialmente.
...O príncipezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela primeira vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
 
- Adeus, disse ele a flor.

Mas a flor não respondeu.

- Adeus, repetiu ele.

A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.

- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.

A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.

- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.

- Mas o vento...

- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.

- Mas os bichos...

- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.

E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou :

- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora !

Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
O Pequeno Príncipe