Onde já se viu chamar esse retrocesso de evolução? Essa alienação de desenvolvimento? Essa inércia de aperfeiçoamento? Pelo significado que conheço de evolução,e pela lógica, seria essa a ordem, crescer, desenvolver e aperfeiçoar-se.
Mas o que fez o homem ao sair da caverna? Encontrou um caminho de mão dupla.
Cresceu. Descobriu o fogo. Inventou a roda. Aprendeu a plantar, a fiar e a erigir edificações. Criou engenhocas mecânicas, cada vez mais complexas. O motor. A bomba. O automóvel. O telefone. O avião. O rádio. A televisão. Inventou a música, a pintura, a escultura, a arquitetura. Criou os esportes e se deixou fanatizar por alguns deles, matando ou morrendo por seu clube favorito. Lançou foguetes ao espaço. Clonou animal. Inventou máquinas sofisticadíssimas de assassinatos em massa, extirpou espécies e mais espécies de animais e vegetais (que um dia lhe farão muita falta) e elabora, com extremo cinismo, "estilosas", mas abstratas, justificativas para o injustificável: as guerras! Usou a modernidade para seus disfarces primitivos, trocando as cavernas por mansões, habitando as superpopulosas e violentas cidades. Se comunica em tempo real com o outro lado do planeta. Cogita, acredita e busca a vida eterna. EVOLUIU...
E agora o quê fazer? Bem, está numa via de mão dupla, então... hora de voltar à Pré-história.
A Pré-história da irracionalidade humana, de seus sentimentos ,de sua selvageria animal. Hora de regressar aos seus instintos traiçoeiros, sujeito a morrer a qualquer instante e lugar.
Hora de retroceder... retrocede-se, porque passou tempo demais em suas criações e esqueceu-se que é criatura. O homem esqueceu-se de si mesmo, e é incapaz de compreender o significado da vida.
Des(prefixo infeliz)aprendeu a amar, a cativar, a cuidar... perdeu, vendeu, trocou sua essência por meras aparências.
Seu coração que tantas coisas boas caberia, cedeu lugar ao ódio, mesquinhez, ganância, violência... Qual será o futuro? Pais matam suas crias por avareza, uns matam seus semelhantes por míseras coisas, guerras sangrentas por causa do poder, cada um por si e o egoísmo predomina. Será possível indagação sobre futuro quando mal se vive o presente? Falar do porvir quando milhões de pessoas tem seus sonhos despedaçados, suas vidas deturpadas, quando quase não resta esperança daqueles que não pediram pra vir ao mundo, mas que por alguma razão que desconhecem não é possível sair dele ainda? Resta o quê? ACREDITAR. Eis a irmã gêmea da esperança, brotando um fiozinho verde em corações amargos e cinzentos.
Acreditar quando tudo diz que não. Acreditar quando tudo parecer perdido. Acreditar que o ódio não pode superar o amor. Acreditar que o bem é maior que todo o mal. Acreditar e acreditar que ele é criatura e que precisa do Criador.