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sábado, 24 de dezembro de 2011

Noite Feliz

É noite de Natal. Luzes brilham lá fora, mesas fartas, gente com aparente alegria estampada na face, flashes para registrar o momento, (como se só nessa época valesse a pena reunir a família), presentes caros para iludir as criancinhas, dando prestígio ao velhinho que rouba a cena do Natal. Luzes que enfeitam as ruas e apagam-se antes de alcançar os corações tão cheios de amarguras, mesas fartas contrastando com a miséria de quem não teve um pão pra se alimentar, alegria forçada diante da sociedade que valoriza aparências, um personagem que chega pra roubar a cena do Grande Protagonista: Jesus Cristo.
2011 noites felizes, 2011 natais que vem rolando, rolando, servindo pra aumentar o consumismo, anunciar o ano que chega ao fim,  mas onde fica o Natal de Jesus? Não foi ele que se fez pobre para habitar em nosso meio? Então por que essas excentricidades? Pra que todo esse glamour, gastos desnecessários? Onde fica a humildade? Cadê a bondade e o amor ao próximo?
É noite feliz! Para muitos sim. Para mim é apenas mais uma noite. Não gosto desse brilho que nada ilumina. Não sinto-me alegre em presentar algumas crianças próximas e ver o olhar triste de outras que nada ganharam, e desde cedo criam a ideia de que o "bom velhinho" não é tão bom assim, afinal ele escolhe as crianças que devem ser presenteadas.
Que a alegria dessa noite não possa morrer no raiar do dia, que ela permaneça nos corações, que essas luzes não sirvam apenas pra decorar, mas que sirvam pra iluminar a alma e que  no meio desta alegria, o verdadeiro motivo possa ser lembrado, o nascimento daquele que veio para salvar.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dialogando com o Principezinho

Muitas vezes acreditamos nas cobras, elas são sempre tão sedutoras, sempre estamos cientes do perigo, mas o que podemos fazer? As vezes esquecemos ou nos forçamos a acreditar que cobras são como lagartas, um dia vai sair da casca e virar uma coisa bonita, acho que não somos inocentes como nosso príncipe, quem dera se tivéssemos tal inocência, por isso acho que muitas vezes somos picados por cobras 1,2,3,4,5 vezes porque queremos e 90% dos casos já estávamos esperando isso há muito tempo, apenas esperando a boa vontade da cobra de nos livrar de todo mal que escondemos de nós mesmo que existia.. Quando souber que tem uma cobra próxima a ti, tente tratá-la bem, mas mantenha uma bela distância, porque ela tem veneno e dentes e um bote certeiro, e ninguém tem tudo isso pra não usar!
                                                                    
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Arestas

Retinas fatigadas de tanto olhar e nada ver
Excesso de miopia
Ausência de lentes coloridas.
E nesse fuso confuso
Roda a melancolia.
Desejar enxergar mais que graça
Quando o máximo que se pode captar 
é a beleza de uma superfície, 
profunda e vazia.
Mas nesse tempo despovoado, persiste
a ânsia de ultrapassar essa aresta 
e pôr fim a essa fadiga.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um grito por socorro

Há cenas que nos surpreende tanto, que o choque ao observá-las pela enésima vez é tão grande quanto ao vê-las pela primeira.
Por diversas vezes li relatos chocantes e "vi" cenas penosas retratando o limite da miséria e esquecimento humano. Hoje não foi diferente, ao assistir um vídeo e ouvir os relatos de uma missionária recém-chegada da África, fui tomada por um misto de sentimentos, a cada palavra dita e cena mostrada, uma dor ia tomando meu ser, uma tristeza por aquelas vidas que padecem em meio a todo tipo de sofrimento,  uma culpa, por reclamar às vezes de coisas tão banais, e uma impotência por não poder fazer nada pra ajudar aquela gente.
É de cortar o coração, ver crianças, jovens, adultos, idosos (que quando vivem muito, chegam aos 47 anos), viverem da maneira como vivem, esquecidos, sofrendo, padecendo... Crianças que não tem brinquedos, (muitas viram brinquedos nas mãos de monstros que as abusam,  roubando sua inocência tão cedo) jovens que não ousam sonhar, adultos que não brincaram, não sonharam e que não tem mais tanto tempo pra esperar um futuro melhor. Falar em futuro melhor, não é referir-se à luxos e excessos, mas a uma vida digna que todo ser humano deve ter. No entanto a palavra dignidade não ultrapassa as páginas de um dicionário "crioulo", porque certamente, eles não devem saber o significado desse vocábulo quando tem que sobreviver naquelas condições subumanas. 
Muitos nessa hora se pergunta: Onde está Deus que não vê isso?
Deus está onde Ele sempre esteve e está. Deus vê! E ele faz. 
Tanto é que ser humano nenhum é capaz de acabar com o sofrimento daquela gente.
Então ficaremos de corações partidos e braços cruzados assistindo "a miséria" daquela gente e reclamando da nossa vida? Ficaremos passivos diante de tanta aflição, porque estamos ocupados demais olhando pro nosso próprio umbigo?
Muitos dizem nada poder fazer. Mas quantos fariam se pudessem?
Temo a resposta. Não dá pra se esperar muita coisa de um povo tão mesquinho que está sempre a reclamar da vida e tentar levar vantagem sobre o próximo. 
Não dá pra criar expectativas quando o que mais presenciamos, são pessoas fúteis, mesquinhas e egoístas que se preocupam tanto com a aparência mas que só tem podridão dentro de si.
Ficaremos de coração partido sim, mas de braços cruzados, não. Ainda há gente disposta a ajudar, a fazer o pouco que pode pra amenizar o sofrimento dos outros, plantando sementes de esperança ainda que em solos  áridos e corações sofridos, na certeza de ver germinar um pouco de luz e paz em meio à tanta escuridão e dor.

"Que as mentiras alheias, não confundam as nossas verdades ". Caio F Abreu

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Retrocesso

Onde já se viu chamar esse retrocesso de evolução? Essa alienação de desenvolvimento? Essa inércia de aperfeiçoamento? Pelo significado que conheço de evolução,e pela lógica, seria essa a ordem, crescer, desenvolver e aperfeiçoar-se. 
Mas o que fez o homem ao sair da caverna? Encontrou um caminho de mão dupla.
Cresceu. Descobriu o fogo. Inventou a roda. Aprendeu a plantar, a fiar e a erigir edificações. Criou engenhocas mecânicas, cada vez mais complexas. O motor. A bomba. O automóvel. O telefone. O avião. O rádio. A televisão. Inventou a música, a pintura, a escultura, a arquitetura. Criou os esportes e se deixou fanatizar por alguns deles, matando ou morrendo por seu clube favorito. Lançou foguetes ao espaço. Clonou animal.  Inventou máquinas sofisticadíssimas de assassinatos em massa, extirpou espécies e mais espécies de animais e vegetais (que um dia lhe farão muita falta) e elabora, com extremo cinismo, "estilosas", mas abstratas, justificativas para o injustificável: as guerras! Usou a modernidade para seus disfarces primitivos, trocando as cavernas  por mansões, habitando as superpopulosas e violentas cidades. Se comunica em tempo real com o outro lado do planeta. Cogita, acredita e busca a vida eterna. EVOLUIU...
 E agora o quê fazer? Bem, está numa via de mão dupla, então... hora de voltar à Pré-história. 
A Pré-história da irracionalidade humana, de seus sentimentos ,de sua selvageria animal. Hora de regressar aos seus instintos traiçoeiros, sujeito a morrer a qualquer instante e lugar.
Hora de retroceder... retrocede-se, porque passou tempo demais em suas criações e esqueceu-se que é criatura. O homem esqueceu-se de si mesmo, e é incapaz de compreender o significado da vida.
Des(prefixo infeliz)aprendeu a amar, a cativar, a cuidar... perdeu, vendeu, trocou sua essência por meras aparências. 
Seu coração que tantas coisas boas caberia, cedeu lugar ao ódio, mesquinhez, ganância, violência... Qual será o futuro? Pais matam suas crias por avareza, uns matam seus semelhantes por míseras coisas, guerras sangrentas por causa do poder, cada um por si e o egoísmo predomina. Será possível indagação sobre futuro quando mal se vive o presente? Falar do porvir quando milhões de pessoas tem seus sonhos despedaçados, suas vidas  deturpadas, quando quase não resta esperança daqueles que não pediram pra vir ao mundo, mas que por alguma razão que desconhecem não é possível sair dele ainda? Resta o quê? ACREDITAR. Eis a irmã gêmea da esperança, brotando um fiozinho verde em corações amargos e cinzentos. 
 Acreditar quando tudo diz que não. Acreditar quando tudo parecer perdido. Acreditar que o ódio não pode superar o amor. Acreditar que o bem é maior que todo o mal. Acreditar e acreditar que ele é criatura e que precisa do Criador.
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Todos os dias, logo cedo dou uma piscadinha para Deus e peço: Tomara que as nossas vontades coincidam. E se não coincidirem, que a Sua prevaleça.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hoje acordei como se no mundo não houvesse problemas, acordei com o desejo de ser feliz, com a vontade desenfreada de viver "o hoje" sem lançar âncoras para amanhã, tampouco remoer ou lamentar os insucessos de ontem. Me pergunto: Leveza ou apatia?
Não estou sendo indiferente com as dores do outros, não estou sendo apática com as tragédias do mundo. Só não quero mais carregar uma dor que não é minha, só não quero me sentir culpada não tendo culpa nenhuma.
Leveza das coisas comuns, uma serenidade que não cabe mais em mim. "Discretamente feliz"!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E nessa ciranda chamada vida,
cada dia um aprendizado.
Quem tu hoje estendes a mão,
amanhã te lança ao chão.
Mas uma coisa é certa, 
de todas as habilidades da terra 
a melhor são as voltas que ela dá.
Quem hoje te pisa,
amanhã podes precisar de ti.
E, se precisar não negues ajuda
Os gestos de humildade 
revelam a grandeza de quem a carrega
e humildade só tem quem possui amor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

É muita tecnologia pra poucos neurônios

Estou pensando seriamente em "vazar" das redes sociais. Motivo: vergonha alheia.
É cada absurdo que somos "obrigados"a ler. Diante de tantas boboseiras que tive o desprazer de ler em perfis alheios, me pus a imaginar qual será a contribuição literária dessa geração, que faz tão pouco caso da arte das palavras, menosprezam a escrita feita pela alma, deleitando-se em textos rídiculos repletos de promiscuidade, sem comentar o assassinato em série feito à gramática.
Certamente Mário, Oswald, Clarice, Jorge, Augusto, Alencar  e cia ltd, que deixaram tanta arte estampada em palavras, dever-se-iam  revirar em seus túmulos se soubessem de tais atrocidades.
Eu devo aceitar o fato de que a vida tem tempestades. E devo me lembrar que Jesus não abandona meu barco, e acalma a todas elas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A vida é cheia de perguntas que mal sei responder, perguntas que me transporta a um passado inocente, onde minhas perguntas, meus medos, meus desejos eram tão bobos, nada parecido com os anseios, angústias e questionamentos que hoje tenho.
Hoje, queria que por apenas algum instante, alguém dissesse que eu não preciso me preocupar, que nada é tão difícil como parece ser... que lá fora ainda há cor... que a chuva tá passando, que o sol logo vai brilhar... hoje só queria um abraço que me protegesse de tudo, inclusive de mim mesma.

O Principezinho e a Flor

Um dos livros mais lindos que já li, um trecho que gosto especialmente.
...O príncipezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela primeira vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
 
- Adeus, disse ele a flor.

Mas a flor não respondeu.

- Adeus, repetiu ele.

A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.

- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.

A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.

- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.

- Mas o vento...

- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.

- Mas os bichos...

- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.

E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou :

- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora !

Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
O Pequeno Príncipe 
 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Por muito tempo precisei de colo que ninguém me dava. Isso, porque justamente nos momentos de minhas dores e dissabores tinha alguém precisando de mim, então minhas dores eu as colocava no bolso e ia cuidar da dor do outro. Um dia esse bolso ficou cheio, tão cheio de dor que acabou arrebentando-se. Resultado: não poderia ser diferente, voou dor pra tudo que foi lado e não houve linha e agulha que desse jeito nesse bolso. Parecia o fim, mas o fim pode ser o começo e realmente foi. Foi nesse estourar do "bolso", nesse romper inesperado onde as dores mais fortes e profundas atingiram a superfície que encontrei o colo que tanto ansiei.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Consolo

Vi o mar,
mas ele não me viu
tive que ficar ali,
observando e desejando fervorosamente
molhar meus pés, deixar a onda bater em meu rosto e ir...
ir até aquelas pedras...
refletir, fazer balancetes, promessas, pensar, imaginar...
trazer minha fantasia para a realidade
e transportar algumas realidades para a ilusão.
Acordo desse devaneio doido,
Realidade: vejo o mar, mas nem pensar em aproximar-me
ordens por escrito que não devo me aproximar, não das águas, mas do sol.
Faz sentido?
Acho que não. O sol tá tão distante só um pouquinho não fará mal
tento convencer a autora de tal ordem, sem muito sucesso,
Não menina, nada de sol
Como vou viver "sem sol"?
Se contenta menina, ainda te restaram os chocolates
Mas o sol...
Ah o sol, ainda podes ver de tua janela.
 Ahhh, acne maldita!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sonhar não é de graça

Quem disse que sonhar não custa nada, provavelmente nunca teve "um sonho" e certamente não mora no Brasil, pois em meio a tantos impostos, tenho cá minhas dúvidas se não pagamos até pra respirar.
Nada é de graça nessa vida, e sonhar não seria uma delas. Ao contrário, sonhar pode ser uma ocupação perigosa, envolve riscos e quanto maior o sonho, mais alto será o preço.
Quando desejamos algo, inevitavelmente o preço vem embutido, que pode ser abandonar velhos hábitos, enfrentar as dificuldades que irão surgir, o desânimo, e tantos outros obstáculos que teremos que ultrapassar.
 No entanto, nem sempre estamos dispostos a pagar esse preço, ousamos sonhar, mas temos medo de seguir.  Aí é que pode residir as frustrações, as desilusões, decepções... e pior que pagar um preço por sonhar, é tê-lo de pagar por enterrar um sonho, pois aquele que não se arrisca, um dia olhará para trás (sempre olhamos para trás) e verás que não fez o tanto quanto podia, e poderá ser tarde ao ouvir o coração dizendo: desperdicei minha vida. E triste constatação será essa, a de ter desperdiçado o vida quando ainda tinha vigor e lhe faltava coragem, e agora dispõe de coragem, mas já não tem grande importância o que outrora poderia dar mais significado a vida.
Não tenhamos medo de sonhar, não nos detenhamos diante do preço a pagar... quanto maior o sonho (para tristeza dos pessimistas que acham que maior será a queda), maior será a realização. Afinal se não custasse nada, também não valeria nada. Acaso o que não tem valor tem preço algum?

sábado, 22 de outubro de 2011

Insolência

Só pode ter sido praga, ou sei lá o quê. O que sei é que essas infelizes não param de me perseguir.
No começo não dava muita importância, afinal eram só umas pobres lagartixas. 
Nunca simpatizei com a cara das coitadas, mas desde que meu espaço fosse respeitado (uns cinco metros) não via muito problema na visita ainda que descortês.
No entanto a coisa tomou outro rumo, o que era apenas algumas aparições noturnas à procura de insetos, tornou-se uma incoveniência, as malditas tiraram a ideia absurda (não sei de onde), que eram "bem-vindas" e começaram a infestar meu espaço, aparecendo a qualquer hora do dia nos quatro cantos da casa, e por cima trazendo  pai,  mãe, irmãos, primas e a raça toda. Se  não tomar providência logo, logo isso aqui vai virar um pântano, e se eu não as expulsar antes, eu que terei que procurar outro habitat.
Sou a incomodada, mas me recuso a sair. Já fui vitimada demais por elas. Só em lembrar o que elas já me fizeram, tenho a sensação que vou desmaiar (não é frescura) imaginem aí uma lagartixa enorme com as garras gigantescas grudadas em seu braço, pois foi assim a primeira vez que elas me atacaram, fui pegar um tapete que estava sobre o muro e o que encontro lá? A infeliz. E como não bastasse tamanha insolência em deitar sobre o tapete, ainda veio pra cima de mim, enfiou suas garras em meu braço e para meu desespero não tinha ninguém em casa, gritei feito uma louca (não queiram imaginar), esperando que alguém viesse me socorrer. Os vizinhos já estavam prestes a chamar a polícia achando que fosse algum bandido que havia invadido a casa, quando finalmente consegui desvencilhar-me da minha adversária. Passado o vexame quase morro de vergonha (ainda dizem que elas são inofensivas) e por pouco escapei.
Pensa que o ataque parou por aí? Engana-se. O ataque seguinte foi horrível, e o pior de tudo, nem direito a grito eu tive. Estava em uma reunião no salão duma igreja quando ela sutilmente apareceu, e eis que em meio a dezenas de pessoas quem ela resolve atacar? Um doce pra quem acertar. Quem mais poderia ser? EU! Pois dessa vez quase morri mesmo, ela caiu do teto sobre minha coxa esquerda e com toda sutileza foi descendo (sem a menor pressa  e eu quase entrando em desespero), descendo pela perna até chegar ao chão. Eu, já gelada, roxa, amarela, verde e sei lá mais que cor, senti um certo alívio, mas a danada não se deu por satisfeita, deu meio volta resolvendo fazer outro percurso, dessa vez sobre a perna da cadeira, foi subindo com a maior calma até encontrar a parede. Finalmente pude respirar, minha colega que estava ao lado, não sabia se ria da minha cara ou se demonstrava solidariedade, na dúvida ela perguntou como eu contive o grito, até hoje não sei responder.
Sobrevivi aos ataques, constatei realmente que elas não matam (pelos menos sai viva), mas veio o terceiro e mais horrendo ataque: era manhã de um domingo, ou segunda sei lá, sei que era manhã, lá estava eu esfregando o chão com todo o capricho, cantarolando enquanto as unhas iam se quebrando, e eis que de repente lá surge ela, do nada, aliás, do telhado e paf em minha cabeça, na confusão misturou-se em meu cabelo e dessa vez não gritei - também não fiquei calada (desatei a chorar) foi desesperador...
Sobrevivi. Até o momento não houve mais ataques, mas elas estão sempre à espreita, esperando um vacilo meu. 
O que antes era apenas antipatia por esses seres, agora tornou-se ódio mortal. 
Agora me digam, eu tenho ou não motivos suficientes pra detestar esses seres?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Chove lá fora!
Chove aqui dentro de mim.
Lá fora a chuva lava.
Aqui dentro, a chuva inunda.
Lá fora aquieta.
Aqui dentro, desespera.
Lá fora está frio, sombrio...
Aqui esquenta, aperta, deságua ...
A chuva que cai lá fora é diferente da que cai aqui dentro.
Uma brota das nuvens e rega a terra,
A outra brota do peito e desaba dos olhos.
Tanto lá fora como aqui dentro,
A chuva lava, purifica ... fertiliza.
E quando essa chuva passar,
 o cinza, o frio, o sombrio, desaparecerá.
Lá fora brotará o verde.
Aqui dentro, restará o azul.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

 Pai, 
Irei-me! Preciso de um pavio mais longo. O meu que um dia já foi mais comprido, está muito curto, meio desgastado, abusaram demais de minha paciência. Sei que não devo irar-me, devo me conter e falar no momento oportuno, mas tem dias que não dá. Não há pavio longo, estado alfa, paciência do mundo que um dia não se esgote, ainda mais se concidir com a infeliz TPM (sei que não é desculpa - mas todos sabem que se uma mulher matar alguém nesses dias não pode ser presa, não está em seu estado normal).
Pois bem, tentei me conter, fiz esforço sobrehumano pra acalmar-me, sei até que o Senhor me livrou de ir antes, pôs um freio em minha língua. Mas sou humana. Não dá pra ver essa gentinha  falsa, mal amada, invejosa, fofoqueira, sair por aí contando o que bem quer, e deixar por isso mesmo, é preciso um basta, isso tem consequência na vida dos outros.
Mexa comigo, relevo. Mas não mexa com os meus. Viro onça.
Efésios 4:15, 19 diz que devemos falar a verdade em amor e crescer em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, e não permitir com que palavras insensíveis ou destrutivas saiam de nossas bocas. 
Infelizmente, esse falar venenoso é uma característica muito comum em nosso meio. Pessoas que não sabem o que uma mentira pode causar na vida do outro e as espalha por aí, quem acoberta mentira, também é mentiroso, e, sabemos que mentira provém do coisa ruim, então não dá mesmo pra confiar em quem é capaz de mentir pra defender um mentiroso.

"O que a Bíblia diz sobre a ira?"

Em primeiro lugar, ira nem sempre é um pecado. Deus é raivoso (Salmo 7:11; Marcos 3:5), e os crentes são comandados a se irarem (Efésios 4:26). Duas palavras gregas são usadas no Novo Testamento para a nossa palavra “ira”. Uma (orge) significa “paixão, energia”; a outra (thumos) significa “agitado, fervendo”. O dicionário Webster define a ira como “emoção excessiva, paixão despertada por um sentimento de injustiça ou erro”; essa injustiça pode ter sido contra nós ou outra pessoa. Biblicamente falando, a ira é uma energia dada por Deus para nos ajudar a resolver problemas. Exemplos de ira bíblica incluem Paulo confrontando Pedro por causa de seu mau exemplo em Gálatas 2:11-14, Davi estando chateado ao escutar o profeta Natã narrando sua injustiça (2 Samuel 12) e Jesus ficando irado pela forma em que alguns judeus tinham difamado o louvor no templo de Deus em Jerusalém (João 2:13-18). Note que nenhum desses exemplos de ira envolveram auto-defesa, mas defesa de outras pessoas ou de um princípio.

No entanto, a ira se torna um pecado quando é causada por motivos egoístas (Tiago 1:20), quando o objetivo de Deus é destorcido (1 Coríntios 10:31), ou quando a ira permanece por muito tempo (Efésios 4:26-27). Ao invés de usar a energia gerada pela ira para atacar o problema em mão, a pessoa é que acaba sendo atacada. Efésios 4:15, 19 diz que devemos falar a verdade em amor e crescer em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, e não permitir com que palavras insensíveis ou destrutivas saiam de nossas bocas. Infelizmente, esse falar venenoso é uma característica comum do homem pecador (Romanos 3:13-14). A ira se torna um pecado quando permitimos com que transborde sem limites, resultando em um cenário no qual todos presentes se machucam (Provérbios 29:11), devastando tudo e todos, com consequências irreparáveis. A ira também se torna um pecado quando o que está irado se recusa a se acalmar, e acaba guardando rancor ou mágoas dentro de si (Efésios 4:26-27). Isso pode causar depressão e irritabilidade com qualquer coisinha, geralmente com coisas que não tinham nada a ver com o problema original.

Podemos lidar com a ira de uma forma bíblica:
1) Ao reconhecer e admitir que nossa ira e a forma na qual lidamos com ela são egoístas (Provérbios 28:13; 1 João 1:9). Essa confissão deve ser a Deus e àqueles que se machucaram como resultado de nossa ira. Não devemos minimizar esse pecado e dizer que “as coisas esquentaram um pouco o outro dia” ou ao tentar transferir a culpa: “bem, se você não tivesse agido do jeito que agiu...”

2) Ao ver que Deus tem controle sobre tudo. Isso é de grande importância especialmente quando outras pessoas fizeram algo para nos ofender especificamente. Tiago 1:2-4; Romanos 8:28-29 e Gênesis 50:20 apontam ao fato de que Deus é soberano e em total controle sobre TODAS as cirscunstâncias e pessoas que cruzam nosso caminho. Nada acontece conosco que Ele não permite. E assim como todos esses versículos ensinam, Deus é um Deus BOM (Salmo 145:8,9,17) que faz coisas boas e usa todas as coisas em nossas vidas para o nosso bem e para o bem daqueles que estão ao nosso redor! Refletir nessa verdade até que penetre nossas cabeças e corações vai influenciar como reagimos com aqueles que nos machucaram muito.

3) Ao dar espaço para a ira de Deus. Isso é especialmente importante em casos de injustiça, especialmente quando executados por homens “malignos” a pessoas “inocentes”. Gênesis 50:19 e Romanos 12:19 nos dizem que não devemos fazer o papel de Deus. Deus é correto e justo, e podemos confiar que Aquele que conhece tudo e vê tudo vai agir justamente (Gênesis 18:25).

4) Ao não retornar mal ao invés do bem (Gênesis 50:21; Romanos 12:21). Isso é de grande importância para converter nossa ira em amor. Assim como as nossas ações se originam em nossos corações, assim também nossos corações podem ser alterados por nossas ações (Mateus 5:43-48). Isso quer dizer que podemos mudar nossos sentimentos em relação a uma pessoa ao mudar como escolhemos agir ao redor dessa pessoa.

5) Ao escolher se comunicar bem para resolver o problema. Há quatro regras básicas para comunicação, de acordo com Efésios 4:15,25-32:

a) Seja honesto no seu falar (Efésios 4:15,25). As pessoas não podem ler nossas mentes. Fale a verdade EM AMOR.

b) Não acumule (Efésios 4:26-27). Não devemos permitir que o que está nos incomodando acumule até que finalmente perdemos o controle. Compartilhar e lidar com o que está nos incomodando antes de chegar a esse ponto é muito importante.

c) Ataque o problema, não a pessoa (Efésios 4:29,31). Devemos manter o volume de nossa voz baixo (Provérios 15:1). Gritaria é geralmente considerada uma forma de ataque.

d) Aja, não reaja (Efésios 4:31-32). Por causa de nossa natureza pecaminosa, nosso primeiro impulso é geralmente pecaminoso (verso 31). O tempo que passamos “contando até dez” deve ser usado para refletir em uma resposta que agrada a Deus (verso 32) e para nos lembrar que a ira deve ser usada para resolver problemas, não para criar outros problemas maiores.

6) Em último lugar, devemos fazer a nossa parte para resolver o problema (Atos 12:18). Não podemos controlar como outras pessoas vão responder, mas podemos cuidar do que deve ser mudado da nossa parte. Superar um temperamento explosivo não vai acontecer da noite para o dia. No entanto, através de orações, estudos Bíblicos e dependência do Espírito Santo de Deus, podemos ter vitória. Assim como talvez nós deixamos com que a ira fizesse parte de nossas vidas através de prática habitual, também precisamos praticar responder da forma correta até que se torne um novo hábito que substitui os velhos hábitos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pensamentos, como cabelos, também acordam despenteados. (…) E às vezes também não há água, mão, nem pente, ou gel capazes de domá-los.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Incentivo ao português errado

Perdoem-me a ignorância, mas tem coisas que não dá. Respeitar a pluralidade cultural é uma coisa, mas incentivar o uso errado do português é outra bem diferente. Afinal, pra quê serve algumas dessas leis e emendas que esses deputados filhos da p...  inventam pra fingir que trabalham e que serve pra atrapalhar a vida dos cidadãos que realmente suam pra sobreviver?
Não vou bancar a iluminada e querer concordar que tudo é bonitinho, que devemos aceitar e pronto. Pelo amor de Deus, como é que eu vou aceitar, ou melhor fazer vista grossa quando meu aluno "escreve" e "fala errado"? Isso é pedir demais.
Segundo determina os PCNs, o professor não deve corrigir a maneira de falar do estudante (esse documento está ancorado em uma ideologia segundo a qual distinguir o certo do errado no ensino do idioma é "preconceito linguístico". Diz o texto que a escola precisa livrar-se do mito de que existe uma única forma de falar.
Tudo bem, é papel sim da escola promover a igualdade. Mas vejam que contradição, os alunos devem ir cada um com sua linguagem que tudo é válido. Depois cobram nas redações oficiais e vestibulares a norma culta da língua", mas não disseram que é descabido treinar o uso formal da língua na sala de aula"? Se elas não aprenderem na escola vão aprender aonde? Uma vez que sua forma de falar vem da família. Ainda dizem que é descabido.       
Descabido é formar crianças e jovens que serão preteridas no mercado de trabalho por não saberem usar corretamente o idioma.
Sem cabimento é essa alienação em massa. Inoportuno é viver acreditando que sua forma é a correta, e quando chegar lá adiante ver que as coisas não são bem assim, porque os "filhinhos dos deputados e da elite", tiveram outra cultura, aprenderam um português diferente do deles, o Português que os vestibulares, concursos e afins aceita como o certo. Isso realmente é para ser levado à sério? Sinto muito, longe de mim responder tal questão. Que fique cada um com suas indignações.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ninguém pode dar o que não possui

Tenho me sentido legal, mas é um legal tão merecido, sabe,  tão batalhado, que viver está sendo lindo. Antes que me pergunte se isso é paixão, adianto é. É paixão por uma pessoa muito, mas muito especial mesmo. Que outra coisa poderia ser ao acordar antes das cinco da manhã em pleno sábado, pra ir estudar depois de uma exaustiva semana de trabalho e por cima ao olhar no espelho avistar um sorriso discreto no fundo dos olhos? Que outro nome poderia ter essa coisa que me fez tomar café da manhã com torta de chocolate (enquanto meus colegas me desaprovavam)? E ainda, enxergar o lado bom das pessoas, rir de tanta bobagem, (ri que passei da conta) estava precisada.
Os dias não são "apenas um dia a mais", cada dia é especial. Descobri uma paixão enorme que sempre existiu e eu nem fazia questão de notá-la, enquanto priorizava outras coisas. No que depender de mim, me recuso a ser infeliz, probleminha nenhum irá tirar minha paz, decidi ser feliz e não volto atrás. Decidi dar o melhor de mim em qualquer coisa que eu me propor a fazer (a satisfazer minhas vontades -desde que não prejudique ninguém - a fazer o que gosto sem me importar tanto com opinião alheia, a comer chocolate a hora que bem entender e não me preocupar se vai me render mais uma "espinha", a me presentear de vez enquando, a fazer escova pela manhã e se der vontade lavar a cabeça no meio da tarde). E funciona, pensamento positivo sempre funciona.
Fui à aula com esse pensamento, e foi maravilhosa, muito rendimento, diversão, aprendizado, enfim o que estou buscando no momento. Estava precisando de dias assim, calmos, serenos, afinal é primavera, chega de tanto inverno (que mais pareceram inferno). 
Já posso avistar o arco-íris surgindo sutilmente, as cores meio embaçadas, mas sei que ele está surgindo, a ordem é essa e não vai mudar "primeiro a chuva, depois o arco-íris". Enquanto o aguardo, decidi fazer uma coisa bem legal pra essa pessoa por quem descobri essa paixão adormecida, fiz compras (fugi à regra de não gastar no momento), mas essa pessoa merece, merece meu mimos ,meus presentes, meus cuidados, afinal, existe pessoa mais especial que "eu"? Eis minha grande paixão: EU!  
Não existe pessoa mais especial que você, mais especial que eu. Somos únicos. O criador nos fez assim, e quando nos deu o mandamento de "amar ao próximo como a nós mesmos", Ele quer nos nos amemos também.
Desconfio que a causa de todos os males que assola a humanidade seja a falta de amor. Pois, quem não gosta de si próprio, não gostará de mais ninguém. O mesmo que nutrir por ele transmitirá ao seu próximo.
Quem ama, não vê o próximo sofrendo e se omite, não cala diante das injustiças, não cruza os braços enquanto vê pessoas morrendo quando pode ajudá-las, não se conforma com as desgraças que assola pessoas em qualquer parte do mundo quando pode fazer algo, se comove mesmo quando não pode fazer nada.  
As pessoas não estão amando seu próximo, porque não aprenderam a si amar, porque não aprenderam a respeitar-se,  a aceitar-se como são. Pois como pode nutrir tão belo sentimento por seu semelhante quando não existe  nem por si mesmos? Ninguém pode dar o que não possui, ninguém pode amar se não souber o que é amor.
Que aprendamos a nos amar de verdade. Só assim poderemos cumprir tão grande mandamento.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Mentiras sinceras ainda são as que interessam, mas verdades hipócritas também têm sua serventia."
isto se reveste de um caráter altamente reflexivo ... 
... e assim caminha a humanidade com seu mundo de hipocrisias e mentiras ...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dia de balanço. Pra equilibrar chocolate!
Penso com certa alegria nos dias que restam para que esse ano chegue ao fim.
É preciso passar pelo fogo. O fogo transforma e purifica. E, põe fogo nisso, estive foi num fogaréu. Não reclamo, não lamento, não questiono. Eu entendo o que antes não compreendia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pessoas não mudam

Chega de me doar, chega de me doer! Chega de só pensar nos outros e me deixar em segundo plano. A partir de hoje serei mais egoísta do que gostaria de ser. 
Grande ilusão achar que as pessoas mudam. Não existem dois caminhos numa única pessoa, elas só agem assim quando lhe convém, mas na verdade seus pensamentos permanecem os mesmos. Elas nunca vão mudar, será sempre, o que sempre foram, podem esconder o disfarce por um certo tempo, podem se fazer de dóceis por mais um período, para que você no seu mais alto grau de idiotice caia na delas, podem se fazer de vítimas, até fazer você se sentir culpado por ter-lhe causado alguma dor.
Podem até mudar suas crenças, seus esteriótipos, seus ambientes, mas se tem uma coisa que não muda é sua natureza e sua essência.
Mudar custa caro, e poucos estão dispostos a pagar tão alto, a admitir erros e pecados; abandonar hábitos arraigados; renunciar confortos convenientes; abrir mão de convicções antigas; aprender coisas novas, reeducar o corpo e a mente, as emoções; e, principalmente perdoar. Mudar implica abandonar a ilusão e encarar a verdade. E a verdade geralmente dói.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Avante

E na ânsia de acertar, dei tropeços escapando de mim mesma. Hoje não importa, não olho mais para trás, o que passou são memórias mortas. Avante! A vida me espera.

sábado, 24 de setembro de 2011

E a dica do dia é ...


Vamos oferecer essa boa xícara aos importunadores, chatos, fofoqueiros e desocupados que estão sempre rastreando nossas vidas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chatos

Chata pode referir-se a:
  • Chata - tipo de embarcação.
  • Chata - tipo de serpente da família dos colubrídeos.
Não venho falar de embarcações nem sobre serpentes, mas de uma espécie que deve ter algum parentesco com pragas. Engana-se quem acha que apenas os operadores de telemarketing são assim. Estou falando dos CHATOS, dos extremamente chatos, dos sem noção, dos desconfiemetrizados, daqueles que não se tocam, que não se enxergam. Você pode evidenciar todos os sinais de que não está nada agradável a compainha e mesmo assim ele insiste em te importunar, daqueles que sentam ao seu lado em uma viagem e não te deixa ler seu livro, ou cochilar, vai longo puxando assunto, falando da dor de barriga que teve semana passada, do vizinho que caiu e fraturou o fêmur, do cachorro que morreu envenenado, e tantas outras coisas que você acaba não entendendo nada, mas, em nome dos bons costumes você sorri gentilmente e balança a cabeça, ou diz: - humhum.
Estou falando também daquele vizinho chato que liga o som a todo volume e acha que você está gostando de ouvir pagode, funk e as porcarias que ele curte. Vamos combinar? Chato MESMO é música ambiente. Quem disse que eu quero ouvir música enquanto estou sentada na maldita cadeira de dentista? Quem foi o cara que inventou essa merda? De onde ele tirou a idéia de que música acalma as pessoas? Ainda mais se for uma música que você não suporta.
Ah, é tanta chatice que é chato falar, mas convenhamos, não sou a única a detestar certo de tipo de coisa, fico irritada quando converso com alguém que me toca o tempo inteiro, porra eu ouço com o ouvido não através do tato, meus sentidos são perfeitos. Chato também é gente que adora se fazer de íntima com todo mundo, é "meu bem" pra lá, "meu amor" pra cá, "minha querida", sem ao menos te conhecer, vai pra casa das carambolas, isso pra mim é indício de falsidade.
E, não poderia deixar de mencionar os "chatos detestáveis", aqueles que reclamam de tudo (reclamar- todo mundo reclama, mas não de tudo), esses reclamam da vida, do emprego, da saúde, do sol, da chuva, do vizinho, se está frio, se está quente, se está longe, se está perto, pra eles nada está bom, é lamentação seguida de lamentação. Esses, assemelham-se com aqueles que só contam desgraças, é uma atrás da outra, dá até medo de perguntar as novidades que você só ouve tragédias.
Chato é fazer o que você não quer fazer. Chato é gente te cobrando, seja lá o que for: atitude, dinheiro, respostas, resultados.Chato é não conseguir se entender com alguém. Ou não se fazer entender. Chato é ser comum e intolerante à diferenças. Chato é ser o dono da verdade. Chato é ser mal humorado. 
Chato é ter que ler um post que só fala de chatice e ficar lembrando dos "chatos de sua vida" e das situações mais chatas que já passou.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Equinócio

É equinócio em minh'alma
A luz já corta todo o horizonte.
Já sinto os raios do sol
A iluminar o que ainda estava sombrio.
Até o céu hoje esteve mais azul.
Um azul que não se vê todo dia.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Esperança

Haviam milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, douradas, vermelhas, azuis, etc...
Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:
"-Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens."
"-Assim será feito." Respondeu o Senhor "Conservarei todas vocês pequeninas, como são vistas e podem descer à Terra."
Conta-se que naquela noite, houve uma linda noite de estrelas. Algumas se alinharam nas torres altas das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos, outras misturavam-se nos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.
"-Por que vocês voltaram?" Perguntou Deus à medida que elas chegavam no céu.
"-Senhor, não foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência. Muita maldade e injustiça..."
E o Senhor lhes disse:
"-Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquilo que cai, daquilo que morre, onde nada é perfeito. O céu é o lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece."
Depois que chegaram todas as estrelas, conferindo seus números, Deus falou:
"-Mas está faltando uma estrela, perdeu-se no caminho?"
e um anjo que estava perto respondeu:
"-Não Senhor, ela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há o limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor..."
"-Mas que estrela é essa?" Perguntou o Senhor.
"-É a ESPERANÇA, Senhor. A estrela verde. A única estrela desta cor. E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. Havia uma estrela verde no coração de cada pessoa, porque o único sentimento que o Homem tem e que Deus não tem é a ESPERANÇA. Deus já conhece o futuro, e a ESPERANÇA é próprio da pessoa humana, próprio daquele que erra, daquele que não é perfeito e daquele que não sabe como será o futuro.

"Bem-Aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus"(Sl 146:5) 

                      (Desconheço autoria)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Indignações

Dentre os muitos hábitos de cidade pequena, nada é tão pequeno e tão comum como sentar nas calçadas. Pra quê? Ora, pra falar de novelas, fofocas e vida dos outros. O que mais seria? Falar sobre coisas interessantes que não seria, é óbvio.
Sempre repugnei tal ato, até porque nunca tive tempo nem interesse para isso. Quando não não há louça pra lavar, casa pra arrumar, ou nada do gênero, não abro mão da compainha dos meus livros, ou um cochilo no meio da tarde (quando não estou no trabalho).
Sinceramente não sei qual a fórmula, nem tenho pretensão de descobrir (mas com certeza deve haver alguma fórmula) porque, não acredito que uma dona de casa consiga "cuidar direito" de sua casa e arranjar tempo pra sentar-se na calçada, ou levanta no meio da madrugada pra fazer as coisas, ou a cozinha deve andar um nojo (é a única explicação). Chega a ser irritante, se você vai para o trabalho pela manhã, lá estão elas "forrando as calçadas", se volta à tarde, vê as mesmas caras. Afs! Por que esse povo não procura o que fazer, se não tem tarefa doméstica, vão ocupar suas mentes, se não gostam de ler (o que é uma pena) vão aprender a bordar, tricotar ou algo do gênero, garanto que é mais proveitoso que fofocar.

sábado, 10 de setembro de 2011

Resumo do dia

Ufa! Que alívio poder enfiar os pés nos chinelos meio que apertados devido ao inchaço dos pés, afinal são 00:20 h e só agora desci do salto e me livrei do jeans que estava me sufocando. Meu dia foi cheio. Acordei às 5:00 e briguei com o despertador, minha cama estava tão quentinha mas precisava levantar, pois hoje foi dia de iniciar o tão esperado curso no qual me matriculei há cerca de dois meses. Pois bem, jogar o despertador contra a parede não iria resolver meu problema com a cama, então pulei sem pensar duas vezes, não poderia me atrasar. A viagem transcorreu tranquila, entre um cochilo e outro aumentava minha expectativa do tão esperado dia. Quando estou de bom humor, meu apetite triplica e fico feliz com isso, então por incrível que pareça resolvi tomar café da manhã às 7:00 quando normalmente não consigo antes das 9:00. Pois bem, adentrei numa padaria, a única que encontrei aberta e pedi meu café, sentei e, quando me serviram o café preto que pedi, fiquei em dúvida se era pra eu beber ou tomar banho, afinal eu pedira um cafezinho preto, e colocaram diante de mim um copo que não tinha mais tamanho transbordando de café, se eu soubesse nadar, me arriscaria a dar um mergulho bem ali, naquele "mar preto", achei esquisito, mas afinal era café e comecei a tomar enquanto aguardava alguma coisa pra comer, foi aí que meu apetite começou a ir pras carambolas quando algo me chamou a atenção: o chão daquele estabelecimento parecia que havia semanas que não via vassoura, água nem se fala, do outro lado do balcão, parece que o furacão Irene tinha acabo de passar. Fiquei cismada e quase desistindo do café, quando meu pedido chegou, já era tarde, já tinham me servido, então tentei não olhar pro chão nem pro alimento, me concentrei numa música pra ver se conseguia ingerir, funcionou, aos poucos , até quando um senhor que aparentemente não tinha a menor noção de educação nem higiene, puxou de uma só vez toda a secreção contida nos pulmões em um escarro, (argh, credo) foi o fim, pedi a conta e recebi uma facada, tive que pagar um absurdo por algo que sequer comi.
Tudo bem, isso não iria estragar meu dia. Cheguei ao local do curso e esqueci o episódio do café. Fui com a cara do professor, que aliás era uma gracinha não fosse aquele rastafári dele ( não que eu tenha preconceito- apenas não aprecio), e super inteligente (isso sim aprecio em qualquer ser humano). No entanto não consegui me situar, não era bem aquilo que queria, então consegui trocar de curso e lá encontrei uma professora que é uma figura, e, o estrago do café foi superado quando a curto prazo consegui produzir um texto por ela solicitado, e que segundo ela estava excelente.
À tarde transcorreu tranquila voltei pra casa. Mal havia chegado, fui convidada pra uma aventura, porque não? Lá fui eu e mais sete pessoas para uma cidadezinha próxima à minha. O vento gelado batendo em meu rosto enquanto a moto ia em alta velocidade, sensacional. 
E foi sensacional até certo trecho, eis que em meio a uma ultrapassagem e outra, uma das motos joga ao chão dois dos que estavam conosco. Meu coração gelou, mas rapidamente tranquilizei-me ao ver que nada de grave tinha acontecido, alguns arranhões, luxação, mas graças a Deus os dois estavam bem. Chegamos ao destino e todos nos encaminhamos para o P.S.F da cidadezinha, o que logo chamou  a atenção de curiosos, que após saber o que havia acontecido, e verificarem que ninguém havia morrido, perderam o interesse. Curativos feito, analgésicos, algumas recomendações, e lá fomos nós, a um culto, agradecer e louvar nosso maravilhoso Deus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Ontem olhei o calendário
detive-me em fevereiro
lembranças veio-me à mente
rapidamente tive uma ideia:
Vou queimar fevereiro!
Foi tão gratificante ver fevereiro sendo queimado
que deu vontade de queimar janeiro e março também.
Novamente olhei pro calendário
agosto findou,
lá se foram as angústias agostianas.
Setembro está aí, anunciando a primavera.
Foram muitos invernos
preciso mesmo da primavera.
É tempo de florir.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Desopilando

Para quê estresse depois de um feriado desses? Aliás pra que se estressar se a vida pode ser tão divertida? Vamos desopilar? Eu ri kkk

Um dia uma mãe saiu e deixou o pai tomando conta da filha.

Ela tinha uns dois anos e meio. Alguém tinha lhe dado um “jogo de chá” de presente e era um dos seus brinquedos favoritos.

O pai estava na sala lendo jornal, quando ela trouxe para ele uma “xícara de chá”, que na realidade era apenas água. Após beber várias xícaras de chá, ocasião em que o pai a elogiava entusiasmadamente a cada xícara servida, a mãe chegou.

O pai fez ela se sentar na sala, para ver a garotinha trazendo a ele uma xícara de chá, porque era “a coisa mais fofa do mundo!”. A mãe esperou, e então, lá vinha a menina pelo corredor com uma xícara de chá para o papai, a mãe observou ele beber todo o chá.

Então ela disse

“Passou pela sua mente que o único lugar que ela alcança água é na privada?”

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento?
Meu palpite: dentro de um abraço.
Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

Martha Medeiros
Do livro
FELIZ POR NADA

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Antíteses

 De todas as antíteses que compõe o viver, nada há de mais sedutor para o homem que o livre-arbítrio,mas nada há também de mais doloroso. Em todas as situações de nossas vidas, somos levados a tomar decisões, e sempre temos a possibilidade de escolher. Escolher entre fazer o bem ou o mal, escolher fazer ou deixar de fazer, escolher que semente semear, até não escolher nenhum caminho, já é uma escolha.
 Desde que abrimos nossos olhos pela manhã, temos que tomar decisões. Pular da cama ou dormir mais alguns minutinhos. Encarar o frio,chuva ou ficar dentro de casa. Agradecer ao Criador por mais um dia ou resmungar por ele ter começado. Levantar da cama mal humorado, ou simplesmente levantar desejando profundamente ter um bom dia. Ir para o trabalho e inteirar-se com os colegas ou manter-se no isolamento. A decisão é sempre nossa. No entanto, para cada escolha há uma consequência, é a lei da causa e efeito, pra cada ação uma reação, ação positiva, resultado positivo, ação infeliz, reação igualmente infeliz. O que não dá é pra fugir das consequências, querendo ou não, os resultados lhe pertence, liberdade temos para decidir, devemos é saber conciliar essa liberdade com a responsabilidade de nossos atos, pois a semeadura é livre, mas a colheita, ah essa é obrigatória.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Explicar o inexplicável é tentativa para os sabiamente loucos ou para os loucamente sábios, como não sou nenhuma coisa nem outra, atenho-me  na sensação de viver, apreciar e não procurar entender o inexplicável. O inexplicável é a explicação para as coisas de Deus.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dia que finda, sensação de dever cumprido. Não fosse essa crise de soluço que me acomete nesse exato momento, classificaria-o como perfeito.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nossos tímpanos agradece

Longe de mim discutir etiqueta, mas convenhamos, não resta dúvida que falar alto é o maior sinal de falta de educação. Há pessoas que não falam, berram, talvez por querer chamar atenção ou porque não confiam na força de seus argumentos, ou sei lá mais o quê, gritam ao invés de falar.  Conversam com você como se estivesse há dez quilômetros delas. Por favor vá falar tão alto assim com o vovôzinho se ele tiver problema de audição, mas poupe nossos tímpanos. 


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

RECLAMAÇÕES. Tire uma senha... e aguarde sua vez.

Dia comum. Dia normal. Dia feliz. Dia chato. Dia tranquilo. Dia estressante. Dia lindo!
Quantos dias cabem em um dia? Porque chamar o dia de comum se a cada manhã Deus nos dá algo de especial, se a cada aurora, o sol vem nos anunciar que estamos vivos?
É tão comum ouvir as pessoas reclamarem, murmurarem que quando elas afirmam terem tido um dia péssimo, nem notamos mais, consideramos até "normal". Mas puxa vida, será que meia hora de chatice, duas horas de estresse e irritação é capaz de roubar as 21:30 que lhes restam, e definir todo o seu dia?
É, reclamar é mesmo humano, mesmo quando não há do que raclamar se inventa.
Quais tem sido suas reclamações? Os gramas a mais que adquiriu no fim de semana? A festa que "bombou" e você perdeu? Por  sua mãe pegar em seu pé? Do trabalho que tá uma chatice? Por ter que acordar cedo para estudar? Por ter que lavar a louça? Por causa da temperatura? Por que está a chover? Por que tem que caminhar "quilômetros" todos os dia pra ir trabalhar? Por ter que arrumar a cama todas as manhãs? Por que quebrou a unha?
Ah são tantas reclamações por motivos tão ínfimos que nos cansam. Quem não vê diariamente pessoas bradando que "não aguentam mais isso, que não aguentam mais aquilo, que a vida é uma droga...." e por aí vai... Tanta negatividade cansa viu!
Será que essas pessoas já pararam pra ver o "mundo", já chegaram a imaginar a dimensão dos problemas que assola a humanidade? Será que tem consciência de quantas pessoas estão sofrendo realmente por problemas sérios? Se nunca pararam, ACORDEM! O  mundo não gira em torno de vocês, suas lamúrias não vão resolver problema algum. Parem e olhem ao redor, mas observem com bastante atenção. Você reclama porque engordou, enquanto milhares de pessoas morrem de fome diariamente. Perdeu uma "festa" e acaso acordar todas as manhãs não é motivo pra comemoração? Sua mãe pega no pé, já pensou em quantas pessoas queriam ter suas mães por perto, mas elas já se foram? Considera chato teu trabalho? Dê uma olhadinha nas estatísticas de pessoas desempregadas. Tem que acordar cedo pra ir estudar? E aqueles nem conseguiram dormir, aqueles que se encontram num leito de hospital e dariam tudo pra poder pular daquela cama, ou aqueles que não acordaram mais? PAREM de reclamar da vida, o azedume afasta as pessoas, ninguém gosta de ouvir lamúrias o tempo inteiro. Parem de reclamar e vá viver, corra atrás do que desejas, que ficar aí sentado reclamando não vai resolver nada. 
Glorifique e agradeça a Deus por cada manhã que Ele te concede. Alegre-se por ter que acordar cedo, arrumar a cama, ir trabalhar/estudar, por ter louça pra lavar, por ter pessoas que se preocupam com você, por ter saúde, por se molhar na chuva, por derreter-se sob o sol escaldante. Agradeça por ter a sua disposição 24 horas e a possibilidade de ser feliz todos os dias.







domingo, 28 de agosto de 2011

Essa é pra você, Valdir

Içami Tiba? Ah colega fala sério, é piada com minha cara? Posso rir? Comparar meus rabiscos com essa maneira sublime de escrever? Esse cara não escreve, ele respira palavras. Fico lisonjeada, com suas palavras, mesmo sabendo que ainda que eu escrevesse algo assim "o lago é fundo, profundo, se pular morre" rsss tu chamaria isso de poético (rss).
Estive a pensar seriamente nas crônicas da Joselina, já pensou tu sendo chefe e eu escrevendo pra tua edição? Ia ser bárbaro. Então, lembrando dos nossos tempos lá na facul, dos cafezinhos nos corredores, das conversas durante as aulas (meus alunos não podem ler isso) tive uma ideia, e já que falou em crônicas, não vai me faltar assunto. Já pensou eu escrevendo sobre a nossa turma? Poderia fazer uma crônica sobre cada um. Imagine aí, primeiro personagem "Peixinho", tantos momentos hilariantes, não deixaria claro de escrever algo especial sobre a "Coelhinha" ops, Everilda, "Cabeça", Debrinha "a Greenhalgh", "Til Bil e suas aventuras", "Jane a meiga", as "Patricinhas" lá do fundo, e antes que você lembre de "Furacão" eu paro aqui (rss), que tempos bons, momentos inesquecíveis, pessoas especiais, (o Prouni não deu apenas bolsas). Ah, vou seguir seu conselho, vou registrar tudinho, antes que Içami, Jabor e cia, roubem de mim rss. Aí tu poderá realizar teu sonho de consumo (um autógrafo meu rsrs).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Unir o inútil ao desnecessário

É o que chamo de adicionar coisas e pessoas na sua vida que não lhe acrescentarão nada mais que dor de cabeça e transtorno. Evite tudo que for desnecessário: pessoas, coisas, tarefas, atitudes... com certeza poupará desgastes e lhe proporcionará dias mais felizes.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O preço do amor

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:

- Cortar a grama do jardim: R$3,00 

- Por limpar meu quarto esta semana R$1,00 - 

- Por ir ao supermercado em seu lugar R$2,00 - 

- Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia àscompras R$2,00

- Por tirar o lixo toda semana R$1,00 - 

- Por ter um boletim com boas notas R$5,00 - 

- Por limpar e varrer o quintal R$2,00 - 

TOTAL DA DIVIDA R$16,00 

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu: 

- Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA 

- Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA 

- Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA 

- Pelo medo e pelas preocupações que me esperam -NADA 

- Por comidas, roupas e brinquedos - NADA 

- Por limpar-te o nariz - NADA 

- CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA 

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito tinha os olhos cheios de lágrimas. Olhou nos olhos da mãe e disse: "Eu te amo, mamãe!!!" Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme: "TOTALMENTE PAGO". Assim somos nós adultos, como crianças, querendor recompensa por boas ações que fazemos. É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus. E para nossa sorte é GRATIS. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas! Que DEUS, abençôe todos vocês no dia de hoje (e sempre), e não devemos esquecer do AMOR universal que nos é cedido pelo PAI ! 

                               (desconheço autoria)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

" Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão estará aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'
                                    (C.F.A)



É isso Caio, estou mui contente outra vez. Deus é fiel!

domingo, 21 de agosto de 2011

Nada não, inconformismo mesmo

 Já dizia Camões lá no século XVI, "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" E hoje, o que mudou?  Apenas o tempo e as vontades? Qual é a face desse século XXI? O que tantas transformações  e evolução nos trouxe de bom? Ora, é inquestionável que as transformações ocorridas ao longo dos séculos passados, tiveram impacto positivo em nossas vidas. Isso é notável na maneira como vivemos hoje, no acesso a tudo que nossos bisos e tataros não tiveram, na melhoria de vida, nos avanços tecnológicos, na ciência, nos direitos conquistados, enfim, em tudo que possamos imaginar. Uma maravilha essa evolução! 
Mas como nem tudo são flores, há o outro lado, o lado que, talvez devido ao deslumbre diante de tanta liberdade acabou deixando de ser apenas pontos negativos para tornarem-se a face podre deste século. Isso mesmo, face po-dre. Acaso o uso que as pessoas fazem da tecnologia (que está aí a nosso dispor, com propósito de melhorar a vida dos seres humanos, em todos os aspectos cabíveis) para lesar, dar golpes, e não apenas isso, mas também para aperfeiçoar e criar novas armas de destruição, isso não é podridão? Acaso, o  mau uso da tecnologia não está criando uma geração de crianças incapazes de pensar por si mesmas e de estabelecer relações com os outros? Caberia tantos acasos nessas linhas, mas vou direto ao ponto, o que me fez começar a escrever esse post, foi uma cena nefasta, que não apenas eu, mas milhares de pessoas presenciam diariamente, cena essa que de tão comum as pessoas acham "natural". pois eu não acho, e nunca vou achar, me recuso a conformar-me com tais situações. Deixando de ser prolixa, descrevo tal cena: Era início desse dia que finda, sendo mais exata, cerca de 5:50 da manhã, quando avistei crianças vindo de uma festa. Crianças essas de cerca de 10, 11, 12 anos que provavelmente passaram a madrugada em meio à pessoas alcoolizadas, drogadas e sabe Deus mais o quê. Pais permissivos, ou negligentes talvez. Absurdo eu considerar essa cena nefasta? Talvez seja se você já se acostumou a ver tais coisas e aceitá-las naturalmente. Se acha natural uma criança ou pré-adolescente ingerir álcool, frequentar ambientes de adultos, ter "atitudes" de adulto quando sequer sabem o que é a vida. Eu não, volto a repetir, considero tal cena infeliz, e não me conformarei com tal absurdo. Tanta liberdade, resulta numa inversão, senão perda de valores. Crianças hoje não têm mais infância. Fico chocada, porque um dia fui criança, porque tive uma infância, onde meus amigos não eram virtuais, onde brincávamos de verdade e sem maldades, meninas brincavam de boneca, não tinham namoradinhos tão precocemente, ouvíamos estórias à noite sempre contadas pelos mais velhos, onde ficávamos admirados e assustados com os "causos",onde os desenhos animados não incentivavam a violência nem fazia apologia a qualquer indecência, assistíamos Bananas de Pijama, não essas "animações violentas", assistíamos Chiquititas, não Rebeldes. Nossos brinquedos eram de crianças, nossas roupas eram de crianças, nossas brincadeiras eram de crianças, não esses produtos de gente grande fabricados em miniaturas. Nossas tardes passávamos numa biblioteca, não numa lan house, fazíamos piquenique, brincávamos de roda, sete-cacos, esconde-esconde, capitão, amarelinha... era INFÂNCIA,  não um ensaio pra quando fossemos adultos. Fico triste com tais transformações, porque minha sobrinha mais velha não sabe o que é brincar de amarelinha, nunca ouviu falar em sete-cacos, tampouco de cantiga de roda. Ela não sabe o que isso, que dirá meus filhos? 
É triste constatar que a infância foi perdida,( talvez isso até explique tantos problemas psicológicos deste século) mas é a grande verdade. Você que teve o privilégio de viver sua infância nos anos 90 para trás sabe do que estou falando. Se não foi, não apenas lamento, mas também vos digo, não vale a pena ser precoce, essa situação descrita não pode ser mudada, é a mudança dos tempos, a sociedade impôs esse modelo horrendo, mas quanto a outros aspectos, não se deixe ser manipulado, não deixe esses "valores" te corromper, e como disse Camões "e afora este mudar-se cada dia, outra mudança faz de mor espanto". Pois bem, não tenha medo de espantar-se. Tenha medo de acostumar-se.



                                                                                                                                                                                                                                                          

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Querido Diário"

Escrever sempre me fez bem. Talvez seja porque essa tenha sido uma maneira que encontrei para dar vazão aos sentimentos, por ser uma forma de eternizar o passado, deixar um vestígio  da Joselina que foi e de como enxergava o mundo. Escrevia, escrevia e escrevia, esse era,e é meu hobbie desde infância. Tinha vários "caderninhos" que funcionavam como diário, lá registrava os fatos marcantes do meu dia, o que tinha se passado na escola, alguma chateação com alguém de casa... mais tarde as paixões platônicas da adolescência, os medos, enfim era "meu amigo de desabafo". Hoje, me surpreendi pensando naqueles textos que escrevera, alguns que nunca foram lidos por outra pessoa além de mim, (eu os guardava a sete chaves) não os mostrava a ninguém, não havia nada demais, mas era meu espaço, um pedacinho de mim. Pensando neles e sem recordar mais as palavras que ali foram escritas, me deu uma vontade de reler aqueles pequenos relatos, mas infelizmente não é mais possível, tudo virou cinza. Isso mesmo, esse foi o destino de todos os textinhos que eu escrevera, guardava-os por certo tempo e quando ia maturando as ideias achava aquilo ali a maior bobagem, os incinerava, sem pensar duas vezes, lia cada página, às vezes ria da imbecilidade ali escrita, às vezes chorava pela mágoa registrada naquelas palavras, outras vezes apenas pensava o que eu passaria a escrever no próximo caderninho. Ficava ali, durante horas, lendo, pensando e rasgando folha por folha, depois os observava enquanto eram queimados. Fiz isso durante anos, virou até uma espécie de ritual, escrevia, depois queimava, voltava a escrever, considerava bobagem e o ciclo se repetia. O último caderninho que restou, é o de 2010, eu tinha um por ano, esse ainda continua "vivo", já pensei inúmeras vezes em destruí-lo, leio-o as vezes, vem essa vontade e antes que se consuma tal desejo o guardo às pressas. Da última vez, cheguei a desconsiderar algumas páginas, (confissões demais).
Esse ano não quis saber de caderno... afinal a tecnologia ganhou espaço, é hora de aderir as aos novos meios. As cartas que ainda tenho guardadas  (isso mesmo, ainda fui do tempo que enviava e recebia cartas) hoje, viraram e-mails, as fotos deixaram de ser reveladas, não são mais apenas pra guardar lembranças de bons momentos quando a memória vier falhar, servem agora para embelezar orkut e outros sites de relacionamento e os diários, ah, os queridos diários se transformaram em blogs ou fotologs. Como não podia deixar de ser, eu entrei nessa e "abandonei" o meu tão belo hábito de escrever memórias naqueles caderninhos, em que escrevia apenas para mim. Criei esse blog, deixando de narrar fatos corriqueiros, para externar lamentos, angústias, inquietações, opiniões (e quem sabe até alguns desabafos). Agora, resolvi "mudar" e abrir ao público esse meu diário. Resolvi mostrar o que penso, o que vejo e o que sinto. Possa ser que não me entendam, que me achem esquisita ou demasiadamente melancólica. Mas quem liga pra isso, acaso vocês também são normais? 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nostalgia

As paredes não tem mais cor
Onde houvera um arco-íris, agora é cinza
Eu tinha um arco-íris com 99 cores em meu quintal
Eu via um arco-íris multicolirido da minha janela
Hoje, voltei lá;
Não encontrei o arco-íris no meu quintal
Também não é possível avistá-lo mais debruçada em minha janela
Aquele arco-íris não existe mais
Ficou tudo cinza
Ele só existe agora nas paredes de minha memória.
(Joselina Naponocena)






terça-feira, 16 de agosto de 2011

                                          


Saudade a gente tem é dos pedaços de nós, que ficam pelo caminho.(Martha Medeiros)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Bloco-do-eu-sozinho



S.O.L.T.E.I.R.O.
Sociedade Organizada Livre de Tormentos, Erros, Irritações, Rolos e Obrigações.
Ei, você do bloco-do-eu-sozinho. PARABÉNS!

...afinal, estamos ou não em boa companhia (existe melhor que a nossa)? Feliz dia do Solteiro!

domingo, 14 de agosto de 2011

Cúmulos

Oh Deus meu! Quando imaginamos ter visto o cúmulo dos absurdos, das asneiras e afins, somos surpreendidos com mais barbaridades. Não bastasse as vergonhas alheias que somos obrigados a passar, ainda veem querendo nos fazer participar de tais atrocidades.
Por que esse governo não cria uma lei que seja preciso primeiro ser alfabetizado antes de ter acesso a um pc? Isso nos pouparia tanto desgaste. É por certas coisitas assim que sinto falta do meu caderninho. Desconfio que seja mesmo falta de desconfiômetro.

sábado, 13 de agosto de 2011

Quisera eu...

Quisera eu saber escrever... moço,
expressaria tudo que passa no meu ser,
usaria todas as metáforas e conotações que me coubessem, 
Pra contar minhas 
Alegrias, agonias
Tristezas, incertezas
Dores, dissabores
Sonhos, segredos
Medos, desejos
Minhas lágrimas e seus motivos,
Meus sorrisos e seus desatinos, 
Tudo isso, no romper do sol.
Se eu soubesse escrever, moço, contaria como anda minh'alma
tão em paz, enquanto minha mente quer lhe contrariar.
Ah! moço,  diria como deixei de ser boba, sem deixar de ser ingênua
como passei a desconfiar, sem perder a confiança
a vida um dia nos ensina isso
à custo, mas ensina.
minh'alma está tão em paz
isso não tem preço
uma paz tão grande que não caberia nessas linhas
linhas que aqui não existem
linhas que não existem em lugar nenhum
tão imaginárias quanto a linha do Equador,
linhas que insistimos em colocar diante de nós
para limitar nossas tão limitadas vidas.
Ah! moço, quisera eu saber escrever, 
como quem o faz em verso e prosa
usaria as palavras mais bonitas pra falar sobre
a vida!
(Joselina Naponocena)


''Hoje é dia de mudar de casa, de rua, de vida. As malas sufocam os corredores (…) Amanhã é dia de nascer de novo. Hoje é dia de esperar que o verde deste quase fim de inverno aqueça os parques gelados, as ruas vazias, as mentes exaustas. Hoje é dia de não tentar compreender absolutamente nada, não lançar âncoras para o futuro.''

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Não me entendo

 Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. 
 
                                                                              (Clariceando)

Tire a conta da mesa

Datas comemorativas são datas escolhidas para relembrar eventos históricos, conquistas importantes ou lutas que ainda estão sendo travadas por um grupo. Muitas delas possuem alcance internacional enquanto outras podem ser especificas para um país ou região.
Dependendo da relevância da data para o país, o governo pode declarar feriado ou ponto facultativo. Quem sai lucrando? Todos os filhos de Deus que trabalham a semana inteira e necessitam de descanso. 
Pois bem, hoje é uma data comemorativa, não chega a ser feriado, mas estou aqui no "ócio" porque as escolas não funcionam hoje. Dia do Estudante. Parabéns aos que tem honra de serem chamados assim, ainda aqueles que nada fazem para merecer tal título. Hoje também é dia do advogado, parabéns aos que fazem jus ao nome.
Só não sabia que hoje é também um dia muito especial para os que tem o hábito de "pendurar", pois é, hoje é dia da "pendura". Portanto donos de restaurantes, bares, lanchonetes e estabelecimentos em geral, cuidado com o 11 de agosto. Se levar calote, leva já sabendo, o dia é de "pendurar" paga quem quiser.

P.s ficou curioso e quer saber a história do surgimento dessa data? acesse: http://pessoas.hsw.uol.com.br/dia-da-pendura.htm.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Diamante

A química de Deus é tão perfeita
Transforma, evolui e eleva o nível
Quem viu o antes se encanta com o depois
Se pergunta : Como foi que aconteceu o impossível?
O carbono em alta temperatura
Se transforma em um lindo diamante
Pois a química de Deus têm esse efeito
Faz quem nunca teve brilho
Ser a jóia mais brilhante
É incrivelmente lindo o que Deus faz
Normalmente não existe explicação
O carbono para ser cristalizado
Fica superaquecido no calor de um vulcão
A transformação em nós é diferente
Ela sempre causa lágrimas de dor
Mas é preciso sofrer a metamorfose
Pois é de lutas e provas que se faz um vencedor
O carbono se transforma em diamante
E o néctar se transforma no mel
A lagarta se transforma em borboleta
Rompe o casulo, voa no céu
O escravo se transforma em governo
O país inteiro agora é povo seu
Para uma transformação tão grande assim existe um nome :
É química de Deus
A química de Deus acende o vulcão
Aquece o carbono, em um milagre santo lhe transforma em diamante
A química de Deus aquece o coração
Acende a esperança, faz o impossível para transformar você
Na jóia linda mais brilhante
É química, é química, é química de Deus
Que faz o elo do carbono ao diamante
É química, é química, é química de Deus
Que fez você a jóia linda mais brilhante.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tal mãe...

Coração grande e puro. Conhece alguém que tenha esse perfil? Difícil encontrar alguém com tal  característica em meio a esse mundo onde o egoísmo, o oportunismo, a falta de amor ao próximo predominam. Diria até que é a mesma chance de se acertar na loteria. Não acredito em sorte, mas se ela existir, então considero-me sortuda, não apenas tive o prazer de conhecer tal pessoa como tenho por honra o privilégio de ter  nascido de tal mulher. Pois é, não digo como filha, já que sou suspeita pra falar, mas digo como um ser que gosta de observar e apreciar qualidades nos seus semelhantes. Digo que minha mãe tem um coração puro, não apenas pela grandiosidade de seu amor e carinho por mim, isso acho que é natural de toda mãe, mas afirmo, com a certeza de quem se surpreende a cada dia com a capacidade de um ser humano que perdoa, que se preocupa, que ajuda, que mesmo ferida consegue ajudar a tirar o espinho do outro, me surpreendo, com essa pureza de amar, com tamanha sabedoria para lidar com os problemas, com sua sincera forma de ajudar sem esperar recompensas, de fazer o bem apenas porque isso lhe satisfaz. Mas não quero apenas me surpreender, quero também aprender, e me orgulhar daquele ditado popular "tal mãe, tal filha".

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Acordei hoje com tal nostalgia de se feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. E eu me tornei intolerável pra mim mesma, vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. Eu queria uma liberdade olímpica. Mas essa liberdade só é concedida aos seres imateriais. Enquanto eu tiver corpo ele me submeterá às suas exigências. Vejo a liberdade como uma forma de beleza e essa beleza me falta."
 Um Sopro de Vida pag: 58 Clarice Lispector