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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Incentivo ao português errado

Perdoem-me a ignorância, mas tem coisas que não dá. Respeitar a pluralidade cultural é uma coisa, mas incentivar o uso errado do português é outra bem diferente. Afinal, pra quê serve algumas dessas leis e emendas que esses deputados filhos da p...  inventam pra fingir que trabalham e que serve pra atrapalhar a vida dos cidadãos que realmente suam pra sobreviver?
Não vou bancar a iluminada e querer concordar que tudo é bonitinho, que devemos aceitar e pronto. Pelo amor de Deus, como é que eu vou aceitar, ou melhor fazer vista grossa quando meu aluno "escreve" e "fala errado"? Isso é pedir demais.
Segundo determina os PCNs, o professor não deve corrigir a maneira de falar do estudante (esse documento está ancorado em uma ideologia segundo a qual distinguir o certo do errado no ensino do idioma é "preconceito linguístico". Diz o texto que a escola precisa livrar-se do mito de que existe uma única forma de falar.
Tudo bem, é papel sim da escola promover a igualdade. Mas vejam que contradição, os alunos devem ir cada um com sua linguagem que tudo é válido. Depois cobram nas redações oficiais e vestibulares a norma culta da língua", mas não disseram que é descabido treinar o uso formal da língua na sala de aula"? Se elas não aprenderem na escola vão aprender aonde? Uma vez que sua forma de falar vem da família. Ainda dizem que é descabido.       
Descabido é formar crianças e jovens que serão preteridas no mercado de trabalho por não saberem usar corretamente o idioma.
Sem cabimento é essa alienação em massa. Inoportuno é viver acreditando que sua forma é a correta, e quando chegar lá adiante ver que as coisas não são bem assim, porque os "filhinhos dos deputados e da elite", tiveram outra cultura, aprenderam um português diferente do deles, o Português que os vestibulares, concursos e afins aceita como o certo. Isso realmente é para ser levado à sério? Sinto muito, longe de mim responder tal questão. Que fique cada um com suas indignações.

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