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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nossos tímpanos agradece

Longe de mim discutir etiqueta, mas convenhamos, não resta dúvida que falar alto é o maior sinal de falta de educação. Há pessoas que não falam, berram, talvez por querer chamar atenção ou porque não confiam na força de seus argumentos, ou sei lá mais o quê, gritam ao invés de falar.  Conversam com você como se estivesse há dez quilômetros delas. Por favor vá falar tão alto assim com o vovôzinho se ele tiver problema de audição, mas poupe nossos tímpanos. 


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

RECLAMAÇÕES. Tire uma senha... e aguarde sua vez.

Dia comum. Dia normal. Dia feliz. Dia chato. Dia tranquilo. Dia estressante. Dia lindo!
Quantos dias cabem em um dia? Porque chamar o dia de comum se a cada manhã Deus nos dá algo de especial, se a cada aurora, o sol vem nos anunciar que estamos vivos?
É tão comum ouvir as pessoas reclamarem, murmurarem que quando elas afirmam terem tido um dia péssimo, nem notamos mais, consideramos até "normal". Mas puxa vida, será que meia hora de chatice, duas horas de estresse e irritação é capaz de roubar as 21:30 que lhes restam, e definir todo o seu dia?
É, reclamar é mesmo humano, mesmo quando não há do que raclamar se inventa.
Quais tem sido suas reclamações? Os gramas a mais que adquiriu no fim de semana? A festa que "bombou" e você perdeu? Por  sua mãe pegar em seu pé? Do trabalho que tá uma chatice? Por ter que acordar cedo para estudar? Por ter que lavar a louça? Por causa da temperatura? Por que está a chover? Por que tem que caminhar "quilômetros" todos os dia pra ir trabalhar? Por ter que arrumar a cama todas as manhãs? Por que quebrou a unha?
Ah são tantas reclamações por motivos tão ínfimos que nos cansam. Quem não vê diariamente pessoas bradando que "não aguentam mais isso, que não aguentam mais aquilo, que a vida é uma droga...." e por aí vai... Tanta negatividade cansa viu!
Será que essas pessoas já pararam pra ver o "mundo", já chegaram a imaginar a dimensão dos problemas que assola a humanidade? Será que tem consciência de quantas pessoas estão sofrendo realmente por problemas sérios? Se nunca pararam, ACORDEM! O  mundo não gira em torno de vocês, suas lamúrias não vão resolver problema algum. Parem e olhem ao redor, mas observem com bastante atenção. Você reclama porque engordou, enquanto milhares de pessoas morrem de fome diariamente. Perdeu uma "festa" e acaso acordar todas as manhãs não é motivo pra comemoração? Sua mãe pega no pé, já pensou em quantas pessoas queriam ter suas mães por perto, mas elas já se foram? Considera chato teu trabalho? Dê uma olhadinha nas estatísticas de pessoas desempregadas. Tem que acordar cedo pra ir estudar? E aqueles nem conseguiram dormir, aqueles que se encontram num leito de hospital e dariam tudo pra poder pular daquela cama, ou aqueles que não acordaram mais? PAREM de reclamar da vida, o azedume afasta as pessoas, ninguém gosta de ouvir lamúrias o tempo inteiro. Parem de reclamar e vá viver, corra atrás do que desejas, que ficar aí sentado reclamando não vai resolver nada. 
Glorifique e agradeça a Deus por cada manhã que Ele te concede. Alegre-se por ter que acordar cedo, arrumar a cama, ir trabalhar/estudar, por ter louça pra lavar, por ter pessoas que se preocupam com você, por ter saúde, por se molhar na chuva, por derreter-se sob o sol escaldante. Agradeça por ter a sua disposição 24 horas e a possibilidade de ser feliz todos os dias.







domingo, 28 de agosto de 2011

Essa é pra você, Valdir

Içami Tiba? Ah colega fala sério, é piada com minha cara? Posso rir? Comparar meus rabiscos com essa maneira sublime de escrever? Esse cara não escreve, ele respira palavras. Fico lisonjeada, com suas palavras, mesmo sabendo que ainda que eu escrevesse algo assim "o lago é fundo, profundo, se pular morre" rsss tu chamaria isso de poético (rss).
Estive a pensar seriamente nas crônicas da Joselina, já pensou tu sendo chefe e eu escrevendo pra tua edição? Ia ser bárbaro. Então, lembrando dos nossos tempos lá na facul, dos cafezinhos nos corredores, das conversas durante as aulas (meus alunos não podem ler isso) tive uma ideia, e já que falou em crônicas, não vai me faltar assunto. Já pensou eu escrevendo sobre a nossa turma? Poderia fazer uma crônica sobre cada um. Imagine aí, primeiro personagem "Peixinho", tantos momentos hilariantes, não deixaria claro de escrever algo especial sobre a "Coelhinha" ops, Everilda, "Cabeça", Debrinha "a Greenhalgh", "Til Bil e suas aventuras", "Jane a meiga", as "Patricinhas" lá do fundo, e antes que você lembre de "Furacão" eu paro aqui (rss), que tempos bons, momentos inesquecíveis, pessoas especiais, (o Prouni não deu apenas bolsas). Ah, vou seguir seu conselho, vou registrar tudinho, antes que Içami, Jabor e cia, roubem de mim rss. Aí tu poderá realizar teu sonho de consumo (um autógrafo meu rsrs).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Unir o inútil ao desnecessário

É o que chamo de adicionar coisas e pessoas na sua vida que não lhe acrescentarão nada mais que dor de cabeça e transtorno. Evite tudo que for desnecessário: pessoas, coisas, tarefas, atitudes... com certeza poupará desgastes e lhe proporcionará dias mais felizes.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O preço do amor

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:

- Cortar a grama do jardim: R$3,00 

- Por limpar meu quarto esta semana R$1,00 - 

- Por ir ao supermercado em seu lugar R$2,00 - 

- Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia àscompras R$2,00

- Por tirar o lixo toda semana R$1,00 - 

- Por ter um boletim com boas notas R$5,00 - 

- Por limpar e varrer o quintal R$2,00 - 

TOTAL DA DIVIDA R$16,00 

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu: 

- Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA 

- Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA 

- Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA 

- Pelo medo e pelas preocupações que me esperam -NADA 

- Por comidas, roupas e brinquedos - NADA 

- Por limpar-te o nariz - NADA 

- CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA 

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito tinha os olhos cheios de lágrimas. Olhou nos olhos da mãe e disse: "Eu te amo, mamãe!!!" Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme: "TOTALMENTE PAGO". Assim somos nós adultos, como crianças, querendor recompensa por boas ações que fazemos. É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus. E para nossa sorte é GRATIS. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas! Que DEUS, abençôe todos vocês no dia de hoje (e sempre), e não devemos esquecer do AMOR universal que nos é cedido pelo PAI ! 

                               (desconheço autoria)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

" Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão estará aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'
                                    (C.F.A)



É isso Caio, estou mui contente outra vez. Deus é fiel!

domingo, 21 de agosto de 2011

Nada não, inconformismo mesmo

 Já dizia Camões lá no século XVI, "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" E hoje, o que mudou?  Apenas o tempo e as vontades? Qual é a face desse século XXI? O que tantas transformações  e evolução nos trouxe de bom? Ora, é inquestionável que as transformações ocorridas ao longo dos séculos passados, tiveram impacto positivo em nossas vidas. Isso é notável na maneira como vivemos hoje, no acesso a tudo que nossos bisos e tataros não tiveram, na melhoria de vida, nos avanços tecnológicos, na ciência, nos direitos conquistados, enfim, em tudo que possamos imaginar. Uma maravilha essa evolução! 
Mas como nem tudo são flores, há o outro lado, o lado que, talvez devido ao deslumbre diante de tanta liberdade acabou deixando de ser apenas pontos negativos para tornarem-se a face podre deste século. Isso mesmo, face po-dre. Acaso o uso que as pessoas fazem da tecnologia (que está aí a nosso dispor, com propósito de melhorar a vida dos seres humanos, em todos os aspectos cabíveis) para lesar, dar golpes, e não apenas isso, mas também para aperfeiçoar e criar novas armas de destruição, isso não é podridão? Acaso, o  mau uso da tecnologia não está criando uma geração de crianças incapazes de pensar por si mesmas e de estabelecer relações com os outros? Caberia tantos acasos nessas linhas, mas vou direto ao ponto, o que me fez começar a escrever esse post, foi uma cena nefasta, que não apenas eu, mas milhares de pessoas presenciam diariamente, cena essa que de tão comum as pessoas acham "natural". pois eu não acho, e nunca vou achar, me recuso a conformar-me com tais situações. Deixando de ser prolixa, descrevo tal cena: Era início desse dia que finda, sendo mais exata, cerca de 5:50 da manhã, quando avistei crianças vindo de uma festa. Crianças essas de cerca de 10, 11, 12 anos que provavelmente passaram a madrugada em meio à pessoas alcoolizadas, drogadas e sabe Deus mais o quê. Pais permissivos, ou negligentes talvez. Absurdo eu considerar essa cena nefasta? Talvez seja se você já se acostumou a ver tais coisas e aceitá-las naturalmente. Se acha natural uma criança ou pré-adolescente ingerir álcool, frequentar ambientes de adultos, ter "atitudes" de adulto quando sequer sabem o que é a vida. Eu não, volto a repetir, considero tal cena infeliz, e não me conformarei com tal absurdo. Tanta liberdade, resulta numa inversão, senão perda de valores. Crianças hoje não têm mais infância. Fico chocada, porque um dia fui criança, porque tive uma infância, onde meus amigos não eram virtuais, onde brincávamos de verdade e sem maldades, meninas brincavam de boneca, não tinham namoradinhos tão precocemente, ouvíamos estórias à noite sempre contadas pelos mais velhos, onde ficávamos admirados e assustados com os "causos",onde os desenhos animados não incentivavam a violência nem fazia apologia a qualquer indecência, assistíamos Bananas de Pijama, não essas "animações violentas", assistíamos Chiquititas, não Rebeldes. Nossos brinquedos eram de crianças, nossas roupas eram de crianças, nossas brincadeiras eram de crianças, não esses produtos de gente grande fabricados em miniaturas. Nossas tardes passávamos numa biblioteca, não numa lan house, fazíamos piquenique, brincávamos de roda, sete-cacos, esconde-esconde, capitão, amarelinha... era INFÂNCIA,  não um ensaio pra quando fossemos adultos. Fico triste com tais transformações, porque minha sobrinha mais velha não sabe o que é brincar de amarelinha, nunca ouviu falar em sete-cacos, tampouco de cantiga de roda. Ela não sabe o que isso, que dirá meus filhos? 
É triste constatar que a infância foi perdida,( talvez isso até explique tantos problemas psicológicos deste século) mas é a grande verdade. Você que teve o privilégio de viver sua infância nos anos 90 para trás sabe do que estou falando. Se não foi, não apenas lamento, mas também vos digo, não vale a pena ser precoce, essa situação descrita não pode ser mudada, é a mudança dos tempos, a sociedade impôs esse modelo horrendo, mas quanto a outros aspectos, não se deixe ser manipulado, não deixe esses "valores" te corromper, e como disse Camões "e afora este mudar-se cada dia, outra mudança faz de mor espanto". Pois bem, não tenha medo de espantar-se. Tenha medo de acostumar-se.



                                                                                                                                                                                                                                                          

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Querido Diário"

Escrever sempre me fez bem. Talvez seja porque essa tenha sido uma maneira que encontrei para dar vazão aos sentimentos, por ser uma forma de eternizar o passado, deixar um vestígio  da Joselina que foi e de como enxergava o mundo. Escrevia, escrevia e escrevia, esse era,e é meu hobbie desde infância. Tinha vários "caderninhos" que funcionavam como diário, lá registrava os fatos marcantes do meu dia, o que tinha se passado na escola, alguma chateação com alguém de casa... mais tarde as paixões platônicas da adolescência, os medos, enfim era "meu amigo de desabafo". Hoje, me surpreendi pensando naqueles textos que escrevera, alguns que nunca foram lidos por outra pessoa além de mim, (eu os guardava a sete chaves) não os mostrava a ninguém, não havia nada demais, mas era meu espaço, um pedacinho de mim. Pensando neles e sem recordar mais as palavras que ali foram escritas, me deu uma vontade de reler aqueles pequenos relatos, mas infelizmente não é mais possível, tudo virou cinza. Isso mesmo, esse foi o destino de todos os textinhos que eu escrevera, guardava-os por certo tempo e quando ia maturando as ideias achava aquilo ali a maior bobagem, os incinerava, sem pensar duas vezes, lia cada página, às vezes ria da imbecilidade ali escrita, às vezes chorava pela mágoa registrada naquelas palavras, outras vezes apenas pensava o que eu passaria a escrever no próximo caderninho. Ficava ali, durante horas, lendo, pensando e rasgando folha por folha, depois os observava enquanto eram queimados. Fiz isso durante anos, virou até uma espécie de ritual, escrevia, depois queimava, voltava a escrever, considerava bobagem e o ciclo se repetia. O último caderninho que restou, é o de 2010, eu tinha um por ano, esse ainda continua "vivo", já pensei inúmeras vezes em destruí-lo, leio-o as vezes, vem essa vontade e antes que se consuma tal desejo o guardo às pressas. Da última vez, cheguei a desconsiderar algumas páginas, (confissões demais).
Esse ano não quis saber de caderno... afinal a tecnologia ganhou espaço, é hora de aderir as aos novos meios. As cartas que ainda tenho guardadas  (isso mesmo, ainda fui do tempo que enviava e recebia cartas) hoje, viraram e-mails, as fotos deixaram de ser reveladas, não são mais apenas pra guardar lembranças de bons momentos quando a memória vier falhar, servem agora para embelezar orkut e outros sites de relacionamento e os diários, ah, os queridos diários se transformaram em blogs ou fotologs. Como não podia deixar de ser, eu entrei nessa e "abandonei" o meu tão belo hábito de escrever memórias naqueles caderninhos, em que escrevia apenas para mim. Criei esse blog, deixando de narrar fatos corriqueiros, para externar lamentos, angústias, inquietações, opiniões (e quem sabe até alguns desabafos). Agora, resolvi "mudar" e abrir ao público esse meu diário. Resolvi mostrar o que penso, o que vejo e o que sinto. Possa ser que não me entendam, que me achem esquisita ou demasiadamente melancólica. Mas quem liga pra isso, acaso vocês também são normais? 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nostalgia

As paredes não tem mais cor
Onde houvera um arco-íris, agora é cinza
Eu tinha um arco-íris com 99 cores em meu quintal
Eu via um arco-íris multicolirido da minha janela
Hoje, voltei lá;
Não encontrei o arco-íris no meu quintal
Também não é possível avistá-lo mais debruçada em minha janela
Aquele arco-íris não existe mais
Ficou tudo cinza
Ele só existe agora nas paredes de minha memória.
(Joselina Naponocena)






terça-feira, 16 de agosto de 2011

                                          


Saudade a gente tem é dos pedaços de nós, que ficam pelo caminho.(Martha Medeiros)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Bloco-do-eu-sozinho



S.O.L.T.E.I.R.O.
Sociedade Organizada Livre de Tormentos, Erros, Irritações, Rolos e Obrigações.
Ei, você do bloco-do-eu-sozinho. PARABÉNS!

...afinal, estamos ou não em boa companhia (existe melhor que a nossa)? Feliz dia do Solteiro!

domingo, 14 de agosto de 2011

Cúmulos

Oh Deus meu! Quando imaginamos ter visto o cúmulo dos absurdos, das asneiras e afins, somos surpreendidos com mais barbaridades. Não bastasse as vergonhas alheias que somos obrigados a passar, ainda veem querendo nos fazer participar de tais atrocidades.
Por que esse governo não cria uma lei que seja preciso primeiro ser alfabetizado antes de ter acesso a um pc? Isso nos pouparia tanto desgaste. É por certas coisitas assim que sinto falta do meu caderninho. Desconfio que seja mesmo falta de desconfiômetro.

sábado, 13 de agosto de 2011

Quisera eu...

Quisera eu saber escrever... moço,
expressaria tudo que passa no meu ser,
usaria todas as metáforas e conotações que me coubessem, 
Pra contar minhas 
Alegrias, agonias
Tristezas, incertezas
Dores, dissabores
Sonhos, segredos
Medos, desejos
Minhas lágrimas e seus motivos,
Meus sorrisos e seus desatinos, 
Tudo isso, no romper do sol.
Se eu soubesse escrever, moço, contaria como anda minh'alma
tão em paz, enquanto minha mente quer lhe contrariar.
Ah! moço,  diria como deixei de ser boba, sem deixar de ser ingênua
como passei a desconfiar, sem perder a confiança
a vida um dia nos ensina isso
à custo, mas ensina.
minh'alma está tão em paz
isso não tem preço
uma paz tão grande que não caberia nessas linhas
linhas que aqui não existem
linhas que não existem em lugar nenhum
tão imaginárias quanto a linha do Equador,
linhas que insistimos em colocar diante de nós
para limitar nossas tão limitadas vidas.
Ah! moço, quisera eu saber escrever, 
como quem o faz em verso e prosa
usaria as palavras mais bonitas pra falar sobre
a vida!
(Joselina Naponocena)


''Hoje é dia de mudar de casa, de rua, de vida. As malas sufocam os corredores (…) Amanhã é dia de nascer de novo. Hoje é dia de esperar que o verde deste quase fim de inverno aqueça os parques gelados, as ruas vazias, as mentes exaustas. Hoje é dia de não tentar compreender absolutamente nada, não lançar âncoras para o futuro.''

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Não me entendo

 Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. 
 
                                                                              (Clariceando)

Tire a conta da mesa

Datas comemorativas são datas escolhidas para relembrar eventos históricos, conquistas importantes ou lutas que ainda estão sendo travadas por um grupo. Muitas delas possuem alcance internacional enquanto outras podem ser especificas para um país ou região.
Dependendo da relevância da data para o país, o governo pode declarar feriado ou ponto facultativo. Quem sai lucrando? Todos os filhos de Deus que trabalham a semana inteira e necessitam de descanso. 
Pois bem, hoje é uma data comemorativa, não chega a ser feriado, mas estou aqui no "ócio" porque as escolas não funcionam hoje. Dia do Estudante. Parabéns aos que tem honra de serem chamados assim, ainda aqueles que nada fazem para merecer tal título. Hoje também é dia do advogado, parabéns aos que fazem jus ao nome.
Só não sabia que hoje é também um dia muito especial para os que tem o hábito de "pendurar", pois é, hoje é dia da "pendura". Portanto donos de restaurantes, bares, lanchonetes e estabelecimentos em geral, cuidado com o 11 de agosto. Se levar calote, leva já sabendo, o dia é de "pendurar" paga quem quiser.

P.s ficou curioso e quer saber a história do surgimento dessa data? acesse: http://pessoas.hsw.uol.com.br/dia-da-pendura.htm.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Diamante

A química de Deus é tão perfeita
Transforma, evolui e eleva o nível
Quem viu o antes se encanta com o depois
Se pergunta : Como foi que aconteceu o impossível?
O carbono em alta temperatura
Se transforma em um lindo diamante
Pois a química de Deus têm esse efeito
Faz quem nunca teve brilho
Ser a jóia mais brilhante
É incrivelmente lindo o que Deus faz
Normalmente não existe explicação
O carbono para ser cristalizado
Fica superaquecido no calor de um vulcão
A transformação em nós é diferente
Ela sempre causa lágrimas de dor
Mas é preciso sofrer a metamorfose
Pois é de lutas e provas que se faz um vencedor
O carbono se transforma em diamante
E o néctar se transforma no mel
A lagarta se transforma em borboleta
Rompe o casulo, voa no céu
O escravo se transforma em governo
O país inteiro agora é povo seu
Para uma transformação tão grande assim existe um nome :
É química de Deus
A química de Deus acende o vulcão
Aquece o carbono, em um milagre santo lhe transforma em diamante
A química de Deus aquece o coração
Acende a esperança, faz o impossível para transformar você
Na jóia linda mais brilhante
É química, é química, é química de Deus
Que faz o elo do carbono ao diamante
É química, é química, é química de Deus
Que fez você a jóia linda mais brilhante.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tal mãe...

Coração grande e puro. Conhece alguém que tenha esse perfil? Difícil encontrar alguém com tal  característica em meio a esse mundo onde o egoísmo, o oportunismo, a falta de amor ao próximo predominam. Diria até que é a mesma chance de se acertar na loteria. Não acredito em sorte, mas se ela existir, então considero-me sortuda, não apenas tive o prazer de conhecer tal pessoa como tenho por honra o privilégio de ter  nascido de tal mulher. Pois é, não digo como filha, já que sou suspeita pra falar, mas digo como um ser que gosta de observar e apreciar qualidades nos seus semelhantes. Digo que minha mãe tem um coração puro, não apenas pela grandiosidade de seu amor e carinho por mim, isso acho que é natural de toda mãe, mas afirmo, com a certeza de quem se surpreende a cada dia com a capacidade de um ser humano que perdoa, que se preocupa, que ajuda, que mesmo ferida consegue ajudar a tirar o espinho do outro, me surpreendo, com essa pureza de amar, com tamanha sabedoria para lidar com os problemas, com sua sincera forma de ajudar sem esperar recompensas, de fazer o bem apenas porque isso lhe satisfaz. Mas não quero apenas me surpreender, quero também aprender, e me orgulhar daquele ditado popular "tal mãe, tal filha".

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Acordei hoje com tal nostalgia de se feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. E eu me tornei intolerável pra mim mesma, vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. Eu queria uma liberdade olímpica. Mas essa liberdade só é concedida aos seres imateriais. Enquanto eu tiver corpo ele me submeterá às suas exigências. Vejo a liberdade como uma forma de beleza e essa beleza me falta."
 Um Sopro de Vida pag: 58 Clarice Lispector