Lendo umas coisas minhas "antigas" encontrei esse texto que não é tão antigo assim e resolvi compartilhá-lo. O momento é outro, a situação e outra, o time também é outro. Brasileiro que é brasileiro não abre mão do futebol (não há nada de errado nisso) o problema é quando só conseguem enxergar apenas isso.
Eis o reflexo de uma
sociedade alienada. Cada vez fica mais fácil constatar a quantidade de “Marias-vai
–com- as outras” que existe por aí afora na nossa Pátria Amada. Há dias
iniciou-se uma verdadeira campanha contra um time brasileiro que está na final
da Libertadores, essa campanha ganhou força nas redes sociais através de
pessoas que postam várias mensagens em seu perfil repudiando tal time como se
fosse algo nefasto, muitas delas provavelmente nem sabem porque fazem isso, nem
sabem o que de fato é torcer, mas como está “na moda e todo mundo faz” acabam
por fazerem também, como um gesto mecânico e não como um ato consciente, ao
qual chega-se através de reflexões.
Não tenho intenção de
defender o time em questão, primeiro porque não tenho a menor afinidade por tal
time, segundo, porque não entendo de futebol.Então deve estar
perguntando-se caro leitor, por que cargas d’água estou falando essas coisas se
não entendo merdanenhuma de futebol. Pois bem, deixarei de ser prolixa e
direi o propósito de tal disparate. Estou aqui nessas esmagadas linhas tentando
vomitar o que tem me causado náuseas, essa febre que se espalha, esses vírus
que se alastra esse uso tão incoerente da tecnologia. Estou sufocando essas
linhas antes que esses absurdos me sufoquem.
Chega de tanta
alienação, se uma moça que ninguém nunca viu resolve ir para o Canadá, ninguém
mais se lembra que tem vida própria. Se um time chega à final de um campeonato,
não se fala em outra coisa. ACORDEM juventude!
Enquanto se deslumbram com
vidas alheias, assuntos sem grande importância, nossa “mãe gentil” está em
poder de mãos corruptas, negando aos seus filhos educação e saúde de qualidade,
dizimando seus mínimos salários com excessivos impostos, negando-lhes o direito
de viverem dignamente, tornando-se uma “madrasta vil”.
Quem tem culpa? O que pode ser feito? Está aí,
também não tenho respostas, tenho questionamentos e enquanto me for dado o fôlego
que me mantém viva, me recuso a fazer parte dessa massificação que empurra tudo
“goela abaixo” que a mídia lhes propõe.