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domingo, 18 de novembro de 2012

Retroativo

Lendo umas coisas minhas "antigas" encontrei esse texto que não é tão antigo assim e resolvi compartilhá-lo. O momento é outro, a situação e outra, o time também é outro. Brasileiro que é brasileiro não abre mão do futebol (não há nada de errado nisso) o problema é quando só conseguem enxergar apenas isso.

Eis o reflexo de uma sociedade alienada. Cada vez fica mais fácil constatar a quantidade de “Marias-vai –com- as outras” que existe por aí afora na nossa Pátria Amada. Há dias iniciou-se uma verdadeira campanha contra um time brasileiro que está na final da Libertadores, essa campanha ganhou força nas redes sociais através de pessoas que postam várias mensagens em seu perfil repudiando tal time como se fosse algo nefasto, muitas delas provavelmente nem sabem porque fazem isso, nem sabem o que de fato é torcer, mas como está “na moda e todo mundo faz” acabam por fazerem também, como um gesto mecânico e não como um ato consciente, ao qual chega-se através de reflexões.
Não tenho intenção de defender o time em questão, primeiro porque não tenho a menor afinidade por tal time, segundo, porque não entendo de futebol.Então deve estar perguntando-se caro leitor, por que cargas d’água estou falando essas coisas se não entendo merdanenhuma de futebol. Pois bem, deixarei de ser prolixa e direi o propósito de tal disparate. Estou aqui nessas esmagadas linhas tentando vomitar o que tem me causado náuseas, essa febre que se espalha, esses vírus que se alastra esse uso tão incoerente da tecnologia. Estou sufocando essas linhas antes que esses absurdos me sufoquem.
Chega de tanta alienação, se uma moça que ninguém nunca viu resolve ir para o Canadá, ninguém mais se lembra que tem vida própria. Se um time chega à final de um campeonato, não se fala em outra coisa. ACORDEM juventude!
Enquanto se deslumbram com vidas alheias, assuntos sem grande importância, nossa “mãe gentil” está em poder de mãos corruptas, negando aos seus filhos educação e saúde de qualidade, dizimando seus mínimos salários com excessivos impostos, negando-lhes o direito de viverem dignamente, tornando-se uma “madrasta vil”.
Quem tem culpa? O que pode ser feito? Está aí, também não tenho respostas, tenho questionamentos e enquanto me for dado o fôlego que me mantém viva, me recuso a fazer parte dessa massificação que empurra tudo “goela abaixo” que a mídia lhes propõe.