"Acordei hoje com tal nostalgia de se feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. E eu me tornei intolerável pra mim mesma, vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. Eu queria uma liberdade olímpica. Mas essa liberdade só é concedida aos seres imateriais. Enquanto eu tiver corpo ele me submeterá às suas exigências. Vejo a liberdade como uma forma de beleza e essa beleza me falta."
Um Sopro de Vida pag: 58 Clarice Lispector
Nenhum comentário:
Postar um comentário