Ufa! Que alívio poder enfiar os pés nos chinelos meio que apertados devido ao inchaço dos pés, afinal são 00:20 h e só agora desci do salto e me livrei do jeans que estava me sufocando. Meu dia foi cheio. Acordei às 5:00 e briguei com o despertador, minha cama estava tão quentinha mas precisava levantar, pois hoje foi dia de iniciar o tão esperado curso no qual me matriculei há cerca de dois meses. Pois bem, jogar o despertador contra a parede não iria resolver meu problema com a cama, então pulei sem pensar duas vezes, não poderia me atrasar. A viagem transcorreu tranquila, entre um cochilo e outro aumentava minha expectativa do tão esperado dia. Quando estou de bom humor, meu apetite triplica e fico feliz com isso, então por incrível que pareça resolvi tomar café da manhã às 7:00 quando normalmente não consigo antes das 9:00. Pois bem, adentrei numa padaria, a única que encontrei aberta e pedi meu café, sentei e, quando me serviram o café preto que pedi, fiquei em dúvida se era pra eu beber ou tomar banho, afinal eu pedira um cafezinho preto, e colocaram diante de mim um copo que não tinha mais tamanho transbordando de café, se eu soubesse nadar, me arriscaria a dar um mergulho bem ali, naquele "mar preto", achei esquisito, mas afinal era café e comecei a tomar enquanto aguardava alguma coisa pra comer, foi aí que meu apetite começou a ir pras carambolas quando algo me chamou a atenção: o chão daquele estabelecimento parecia que havia semanas que não via vassoura, água nem se fala, do outro lado do balcão, parece que o furacão Irene tinha acabo de passar. Fiquei cismada e quase desistindo do café, quando meu pedido chegou, já era tarde, já tinham me servido, então tentei não olhar pro chão nem pro alimento, me concentrei numa música pra ver se conseguia ingerir, funcionou, aos poucos , até quando um senhor que aparentemente não tinha a menor noção de educação nem higiene, puxou de uma só vez toda a secreção contida nos pulmões em um escarro, (argh, credo) foi o fim, pedi a conta e recebi uma facada, tive que pagar um absurdo por algo que sequer comi.
Tudo bem, isso não iria estragar meu dia. Cheguei ao local do curso e esqueci o episódio do café. Fui com a cara do professor, que aliás era uma gracinha não fosse aquele rastafári dele ( não que eu tenha preconceito- apenas não aprecio), e super inteligente (isso sim aprecio em qualquer ser humano). No entanto não consegui me situar, não era bem aquilo que queria, então consegui trocar de curso e lá encontrei uma professora que é uma figura, e, o estrago do café foi superado quando a curto prazo consegui produzir um texto por ela solicitado, e que segundo ela estava excelente.
À tarde transcorreu tranquila voltei pra casa. Mal havia chegado, fui convidada pra uma aventura, porque não? Lá fui eu e mais sete pessoas para uma cidadezinha próxima à minha. O vento gelado batendo em meu rosto enquanto a moto ia em alta velocidade, sensacional.
E foi sensacional até certo trecho, eis que em meio a uma ultrapassagem e outra, uma das motos joga ao chão dois dos que estavam conosco. Meu coração gelou, mas rapidamente tranquilizei-me ao ver que nada de grave tinha acontecido, alguns arranhões, luxação, mas graças a Deus os dois estavam bem. Chegamos ao destino e todos nos encaminhamos para o P.S.F da cidadezinha, o que logo chamou a atenção de curiosos, que após saber o que havia acontecido, e verificarem que ninguém havia morrido, perderam o interesse. Curativos feito, analgésicos, algumas recomendações, e lá fomos nós, a um culto, agradecer e louvar nosso maravilhoso Deus.
Um comentário:
Rs, ri muito em ler q não iria adiantar nada jogar o despertador na parede kkk.
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