Como diz meu pape parafraseando seu avô: “a desculpa vem desde o começo do mundo"- verdade, tanto é que Adão tentou se justificar perante Deus, jogando a culpa por sua desobediência em sua mulher. Eva por sua vez culpa a serpente por tê-la enganado.
Talvez tenhamos herdado essa fraqueza humana, de querer sempre nos justificar procurando em quem pôr a culpa por nossas falhas. Não dá para se esconder a vida inteira sob o pretexto de que “errar é humano”, se é humano errar, é igualmente humano assumir responsabilidades. Enquanto crianças, sempre temos nossos pais para nos defender de alguma travessura, embora isso até prejudique e muito lá na vida adulta.
Quantas pessoas culpam outras por seus insucessos, quantas mulheres culpam seus maridos pelo fracasso da relação, quantos cônjuges culpam-se uns aos outros pela rebeldia dos seus rebentos, quantos pais põem a culpa nos professores pelo não-aprendizado dos filhos, quantas mães culpam “as más companhias” pelo comportamento deplorável dos queridos filhinhos. É fácil atribuir nossas faltas ao próximo, quando se tem uma batata quente nas mãos e não se tem noção do que fazer com ela a não ser jogar para o que estiver mais próximo. Difícil é segurar essa batata e dizer:” ela é minha, seguro até esfriá-la”. O que nos falta é coragem de assumirmos a responsabilidade e as consequências inevitáveis que qualquer erro sempre traz, nos falta sermos responsáveis pelas decisões que tomamos, pelas escolhas que fazemos e pelos atos que praticamos. É hora de largar o casulo, deixar de lado a ingenuidade infantil e a inconsequência juvenil para tomarmos, de uma vez por todas, as rédeas da nossa vida.
Não dá para passar a vida toda transferindo nossas responsabilidades aos outros. Assumir nossos atos, medos e tropeços pode nos transformar em pessoas melhores.
Não dá para passar a vida toda transferindo nossas responsabilidades aos outros. Assumir nossos atos, medos e tropeços pode nos transformar em pessoas melhores.
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